Pyongyang promete desarmamento mesmo que ajuda atrase

Coréia do Norte espera receber energético e econômico sul-coreano para fechar reator nuclear no país

Associated Press e Agência Estado,

08 de agosto de 2007 | 08h52

A Coréia do Norte deseja seguir adiante com o desarmamento nuclear mesmo que tenha que esperar pela ajuda energética prometida pelos demais participantes das negociações multilaterais, disse nesta quarta-feira, 8, o negociador sul-coreano Lim Sung-nam. "Mesmo que o desmantelamento do programa nuclear norte-coreano transcorra em uma velocidade maior do que as ajudas energética e econômica recíprocas, a Coréia do Norte deseja aceitar (a seguir adiante), baseada no princípio da confiança mútua", disse Lim a jornalistas depois de dois dias de reuniões de trabalho com representantes de Pyongyang. A postura flexível contrasta com as antigas exigências norte-coreanas de avanço simultâneo do processo de desarmamento, que em diversas ocasiões levaram a impasses nas negociações com China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão e Rússia. A Coréia do Norte quer continuar recebendo a ajuda energética mensal de 50.000 toneladas de petróleo bruto em troca do fechamento do reator nuclear de Yongbyon, em julho. A primeira remessa foi entregue no mês passado pela Coréia do Sul. Pelo acordo fechado em fevereiro em Pequim, os parceiros de negociação de Pyongyang comprometeram-se a entregar mais 950.000 toneladas de petróleo bruto em troca do desarmamento. Nos contatos desta quarta, a Coréia do Norte também pediu máquinas e matéria-prima para reformar suas usinas geradoras de energia elétrica, disse Lim. Representantes da China, dos Estados Unidos, do Japão, da Rússia e das Coréias do Norte e do Sul reuniram-se entre terça e quarta-feira em Panmunjon, uma vila na fronteira desmilitarizada entre as duas Coréias. Especialistas de um grupo de trabalho formado pelas nações envolvidas nas negociações multilaterais discutiram detalhes técnicos para a entrega de mais 950.000 toneladas de petróleo bruto, uma vez que a Coréia do Norte não dispõe de infra-estrutura para receber tudo em uma única remessa. Os planos elaborados nas reuniões desta semana deverão ser finalizados pelos chefes de delegação na próxima rodada de negociações plenas, prevista para ocorrer em setembro.

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