Pyongyang propõe reuniões com Seul sobre familiares separados na guerra

Relações entre os dois lados estão congeladas desde 2008 devido a programa nuclear do Norte

AP,

10 de setembro de 2010 | 23h10

SEUL- A Coreia do Norte propôs nesta sexta-feira, 10, manter conversações com a Coreia do Sul no âmbito da Cruz Vermelha sobre a possibilidade de reunir familiares separados pela Guerra da Coreia (1950-1953).

 

O chefe da Cruz Vermelha de Pyongyang propôs ao seu colega no sul que os encontros aconteçam no resort norte-coreano de Mount Kumgang, próximo à fronteira militarizada entre as duas Coreias, segundo a agência de notícias KCNA.

 

A tensão entre os dois países foi renovada após uma investigação internacional liderada pela Coreia do Sul ter concluído que um torpedo norte-coreano afundou uma corveta de Seul em março, matando 46 marinheiros. Pyongyang nega as acusações e ameaçou responder com força se o Sul impusesse sanções.

 

O diálogo entre as duas Coreias foi totalmente congelado desde que o presidente sul-coreano Lee Myung-bak assumiu o poder em 2008 e declarou que não iria manter quaisquer relações com o vizinho do norte até que Pyongyang abandonasse totalmente seu programa de armas nucleares.

 

Nesta sexta, Myung-bak disse ter esperanças de que os laços comerciais com Pyongyang possam ser estendidos por meio da construção de um segundo parque industrial na fronteira.

 

Desde 2000, houve 16 rodadas de encontros familiares, com a participação de cerca de 20 mil pessoas de ambos os países.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.