Pyongyang quer negociar programa nuclear, diz agência

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Il, afirmou hoje a um enviado chinês que deseja retomar as negociações bilaterais e multilaterais sobre o controverso programa nuclear do país. A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua. A declaração é a mais recente de uma série de medidas para acalmar os ânimos por parte do fechado regime de Pyongyang, após meses de hostilidades, desde que, em abril, as conversas sobre o desarmamento norte-coreano foram abandonadas pelo país.

AE, Agencia Estado

18 de setembro de 2009 | 11h47

Kim fez o aceno pacífico em um encontro em Pyongyang com o conselheiro de Estado Dai Bingguo, da China, principal aliado da Coreia do Norte na questão. As negociações sobre o programa nuclear norte-coreano começaram em 2003. Kim disse a Dai que Pyongyang buscará o caminho do abandono de seu programa nuclear, segundo a agência estatal. Ele afirmou que o país busca resolver "problemas relevantes por meio de conversas bilaterais e multilaterais".

Dai, que chegou a Pyongyang na quarta-feira, entregou uma carta do presidente Hu Jintao durante sua visita a Kim. A estatal Agência Central Coreana afirmou que o texto de Hu levou a uma "atmosfera amigável" nas conversas. Segundo a Xinhua, Hu disse a Kim que o objetivo da China era o fim de iniciativas nucleares na Península Coreana e a garantia da paz e da estabilidade no nordeste da Ásia.

Teste de mísseis

A Coreia do Norte abandonou as conversas sobre seu desarmamento - que envolvem o país, a China, o Japão, a Rússia e os Estados Unidos - em abril, após as Nações Unidas condenarem um teste de míssil de longo alcance do país. A Organização das Nações Unidas (ONU) impôs sanções mais duras após Pyongyang realizar, em maio, um teste nuclear.

Washington afirma estar preparado para negociar diretamente com Pyongyang, para que o país retorne às negociações. Recentemente, o regime norte-coreano ofereceu acenos positivos a Seul e Washington, após meses de hostilidades.

A Coreia do Norte libertou duas repórteres após a visita do ex-presidente Bill Clinton a Pyongyang, libertou cinco sul-coreanos detidos, diminuiu as restrições fronteiriças e retirou a demanda pelo aumento do valor pago por Seul por um parque industrial em território norte-coreano. As informações são da Dow Jones.

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