Pyongyang vende mísseis desmontados ao Irã com ajuda russa

A Coréia do Norte está vendendo mísseisem peças desmontadas e despachando os armamentos por via aérea com a ajuda de empresas russas, sendo que um de seus destinos é o Irã, afirma um grupo de analistas norte-americanos em relatório citado pela imprensa de Seul. A pesquisa do Centro de Estudos sobre não-proliferação (CNS, sigla em inglês) ressalta que a Coréia do Norte mudou sua estratégia para distribuir seus mísseis entre seus clientes, preferindo a via aérea à marítima, habitual até então, o que dificulta a interceptação desse armamento ilegal. O relatório, citado pela agência de notícias "Yonhap", diz que o Ocidente intensificou os controles sobre o transporte ilegal de armas pelo mar. O CNS acrescenta que a conseqüência direta foi a mudança de estratégia da Coréia do Norte para enviar seu mísseis por ar e, paraisso, conta em algumas ocasiões com a ajuda de empresas da Rússia, junto com a China, único país que ainda conserva estreitas relações com Pyongyang. "Em determinadas ocasiões (o envio dos componentes dos mísseis) foi efetuado com a assistência do setor privado russo, pondo em dúvida a capacidade e a vontade do governo da Rússia de controlar aproliferação dos mísseis norte-coreanos", assegura o relatório. O CNS, com sede na Califórnia (EUA), destaca que os principais clientes dos componentes de mísseis e de equipamentos de produção deste tipo de armas são Irã, Síria e Paquistão. Segundo o CNS, o envio em aviões desse material é mais rápido edificulta muito a sua interceptação. A atenção internacional sobre o programa de produção de mísseis da Coréia do Norte aumentou nos últimos dois meses, depois do teste realizado por Pyongyang com o lançamento de sete mísseis, em 5 de julho.

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