Pyongyang volta a aceitar ajuda humanitária de Seul

A Coreia do Norte aceitou a oferta feita pela Coreia do Sul, que se dispôs a enviar remédios para combater a epidemia de gripe suína no país vizinho. "A Coreia do Norte nos informou hoje que vai aceitar nossa proposta de enviar Tamiflu", disse a porta-voz ministerial sul-coreana, Lee Jong-joo. Esta será a primeira ajuda governamental desde que as relações entre os dois países azedou no ano passado.

AE, Agencia Estado

10 de dezembro de 2009 | 14h01

O ministro de Unificação, Hyun In-taek, disse que o Sul vai enviar medicamentos suficientes para 500 mil pacientes. "Vamos enviar os medicamentos rapidamente, sem qualquer condição", disse Hyun ao Parlamento. A ajuda humanitária do governo de Seul foi suspensa depois que as relações entre os dois países piorou no ano passado, embora a Coreia do Sul continue a fornecer assistência por meio de grupo privados.

Ontem, pela primeira vez, Pyongyang anunciou que o país tem vários casos graves de gripe suína, confirmando relatórios externos de uma epidemia. Segundo o governo, nove casos de gripe A H1N1 foram relatados na capital Pyongyang e na cidade de Sinuiju, na fronteira com a China. O governo não disse se alguma pessoa morreu.

O grupo de assistência Bons Amigos, sediado em Seul e que tem contados através da fronteira, informou na segunda-feira que a doença se espalhou rapidamente no Norte porque o Tamiflu é muito difícil de ser encontrado. Segundo o grupo, sete jovens morreram em Pyongyang em novembro e há relatos de outras duas mortes em uma cidade ao norte da capital.

As relações entre os dois países têm melhorado nos últimos meses. Em outubro, o governo de Seul ofereceu ao faminto vizinho 10 mil toneladas de milho, 20 toneladas de leite em pó e remédios, mas não houve resposta oficial de Pyongyang.

Israelenses e palestinos

Autoridades israelenses disseram hoje que vão enviar até 40 mil doses de vacina contra a gripe suína para a Faixa de Gaza, onde seis pessoas morreram por causa da doença nos últimos cinco dias.

"Vamos transferir entre 30 mil e 40 mil doses da vacina que será fornecida pela Organização Mundial da Saúde, já que os bloqueios de segurança não impedem que a doença se espalhe", disse o coronel Moshe Levy, que lidera o escritório de comunicação entre os governos em Gaza.

Israel forneceu 10 mil doses de vacina para o território administrado pelo Hamas, onde mantém um bloqueio na tentativa de impedir o lançamento de foguetes pelos militantes palestinos.

Máscaras hospitalares e gel bactericida desapareceram das prateleiras em Gaza nos últimos dias, já que o temor se espalhou após o relato das primeiras mortes por causa do vírus da gripe suína. Em Israel, 67 pessoas morreram vítimas do A H1N1. As informações são da Dow Jones.

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