QG dos EUA em Bagdá é atacado. Espanha retira diplomatas

Pela segunda noite seguida, o complexo do quartel-general das forças de ocupação no centro de Bagdá foi atacado hoje com morteiros. A deterioração da segurança na capital iraquiana levou a Espanha, um aliado próximo dos EUA, a retirar grande parte de seu pessoal diplomático do Iraque. Fortes explosões sacudiram o QG das forças de ocupação em Bagdá por volta das 19h45 (12h45 de Brasília). A polícia iraquiana informou que dois disparos de morteiro caíram no local, localizado em um antigo palácio de Saddam Hussein. No Pentágono, em Washington, o porta-voz tenente-coronel Jim Cassela disse que quatro pessoas ficaram feridas, mas ele não sabia dizer se eram americanos. O segundo ataque em dois dias contra as instalações americanas em Bagdá sublinha a precária situação de segurança na cidade. Na noite de segunda-feira, três granadas de morteiro explodiram no local, sem causar vítimas. A deterioração da situação de segurança já levou as Nações Unidas, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e outras organizações internacionais a reduzirem sua presença no país. Hoje, a chanceler Ana Palacio anunciou que a Espanha iria manter apenas quatro dos 29 membros de sua representação diplomática em Bagdá. A maioria será levada para Amã, Jordânia. A Espanha tem cerca de 1.300 soldados no Iraque e é um dos mais determinados defensores da invasão liderada pelos EUA. "Retiramos temporariamente nosso pessoal de Bagdá devido ao momento muito complicado", explicou Palacio. A Espanha tornou-se assim o terceiro membro da coalizão a retirar seus diplomatas do Iraque, depois da Bulgária e Holanda. E a violência continuou hoje, com um atentado a bomba matando um soldado americano e ferindo outros dois em Bagdá. O Ministério da Defesa britânico anunciou hoje que um de seus marines foi morto num ataque, sem entrar em detalhes. A forças britânicas estão concentradas no sul do Iraque.

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