EFE/ ANGELO CARCONI
EFE/ ANGELO CARCONI

Quais são os possíveis cenários na Itália depois da eleição?

Em meio a um panorama político fragmentado e com um sistema eleitoral complexo, a Itália corre o risco de entrar em um novo impasse político

O Estado de S.Paulo

05 Março 2018 | 21h02

Os italianos foram às urnas no domingo, 4, para eleger deputados e senadores em meio a um panorama político fragmentado e com um sistema eleitoral complexo. Segundo especialistas, são vários os cenários possíveis. Veja abaixo o que pode acontecer após as eleições.

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M5S e Liga

Projeções apontam que o populista Movimento 5 Estrelas (M5S) contará com 231 assentos no Parlamento italiano e a Liga, de extrema direita, com 123. A potencial coalizão entre esses partidos, que reverberaria por toda a União Europeia, teria 354 parlamentares. Apesar de ter rejeitado qualquer tipo de negociação sobre compartilhar o poder, o M5S afirmou que poderá conversar sobre pontos em comum com outras legendas.

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M5S, Força Itália e Liga

A combinação entre os populistas (M5S), a direita (Força Itália, de Silvio Berlusconi) e a extrema direita (Liga) teria um total de 453 assentos -- 99 deles, do partido do "Cavaliere". Apesar de as legendas terem descartado inicialmente pactos pós-eleitorais, a Liga, que obteve mais votos que a Força Itália,  poderia apontar seu líder, Matteo Salvini como premiê, caso contar obtivesse o apoio do M5S.

Força Itália, Liga e Partido Democrático (PD)

Uma coalizão de espectro político amplo, reunindo extrema direita (Liga), direita (Força Itália) e centro-esquerda (PD) teria 327 votos no Parlamento -- 222 deles, dos partidos conservadores. A união entre defensores da União Europeia (do PD) e eurocéticos anti-imigração (da Liga), porém, é um cenário altamente improvável. 

M5S e PD

Uma coalizão entre populistas e a centro-esquerda teria 336 assentos no Parlamento italiano, mas é considerada improvável. Líderes do PD afirmam que os integrantes da legenda não aceitariam essa possibilidade.

Novas eleições

Caso os partidos não entrem em acordo para estabelecer uma maioria que garanta a formação de um governo, o presidente italiano, Sergio Mattarella, poderá manter o atual gabinete de centro-esquerda do premiê Paolo Gentiloni provisoriamente para a organização de novas eleições gerais. Esse processo seria iniciado após a primeira reunião do novo Parlamento, no dia 23.

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