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Quando um político deveria pedir desculpas?

As desculpas dão certeza de que um erro foi cometido. Segundo, chamam atenção para um fato que poderia ficar esquecido

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 05h00

Com desprezo pelo “politicamente correto”, líderes como Donald Trump ou Jair Bolsonaro já acostumaram a plateia a comentários impróprios.

Há vítimas para todos os gostos: de Brigitte Macron às quatro deputadas democratas que Trump sugeriu “devolver” aos países de origem (as quatro americanas, três nascidas nos EUA). Seria uma boa ideia que pedissem desculpas?

Independentemente da questão moral, se o objetivo for puramente estratégico – vencer eleições ou manter o poder –, a resposta é não. É essa a conclusão de um estudo preliminar do jurista Cass Sunstein, da Universidade Harvard, publicado em agosto.

“O trabalho empírico apresentado sugere que um pedido de desculpas pode ser fútil ou até mesmo contraproducente”, escreve Sunstein.

Com base em pesquisas anteriores e numa sondagem que ele próprio promoveu, Sunstein concluiu que a tendência geral, depois das desculpas, é uma inclinação menor a apoiar quem cometeu o erro. O efeito é percebido entre todos os eleitores: apoiadores, opositores ou neutros.

Os motivos são semelhantes e têm uma natureza dupla. Primeiro, as desculpas dão certeza de que um erro foi cometido. Segundo, chamam atenção para um fato que poderia ficar esquecido.

Sunstein pondera, porém, que há casos em que elas podem funcionar. “Uma questão importante é se são sinceras.” É um tema, diz ele, ainda sujeito a investigação futura.

EUA: Biden enfrentará Sanders e Warren em debate

O terceiro debate democrata, marcado para o dia 12 em Houston, no Texas, reunirá numa única noite 10 dos 20 pré-candidatos à presidência dos EUA, qualificados por critérios de arrecadação e desempenho nas pesquisas.

Dos 26 que chegaram a pleitear a candidatura, 6 já desistiram – por último, a senadora Kirsten Gillibrand. Pela primeira vez, estarão no palco todos os líderes na disputa: o ex-vice-presidente Joe Biden e os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren. 

Opioides: Família Sackler poderá perder farmacêutica

A família Sackler, dona da farmacêutica Purdue, está disposta a abrir mão do controle acionário como parte do acordo estimado em US$ 12 bilhões para encerrar os processos dos Estados americanos contra a empresa, noticiou a NBC.

Por ter desenvolvido e promovido a venda da oxicodona no combate às dores, a Purdue é considerada a principal responsável pela epidemia de vício em opioides, que matou mais de 400 mil americanos entre 1997 e 2017. Já foi condenada a pagar US$ 270 milhões ao Estado de Oklahoma e enfrenta mais de 2 mil ações na Justiça.

Tecnologia: Microsoft é marca mais usada em fraude digital

Pelo quinto trimestre consecutivo, a Microsoft foi a marca mais usada por criminosos digitais para capturar informações dos incautos por meio de mensagens falsas (fraude conhecida como “phishing”), segundo levantamento da consultoria Vade Secure.

A média trimestral foi de 222 tentativas por dia. O motivo é a enorme base de usuários do principal programa corporativo da empresa, o Office, estimada em 180 milhões.

Série: Helena Bohnam Carter encarna princesa

A terceira temporada da série The Crown, que estreia em novembro na Netflix, traz Helena Bonham Carter no papel da princesa Margaret, irmã rebelde da rainha Elizabeth.

Em entrevista à Entertainment Weekly, Helena relatou a indelicadeza de Margaret num encontro entre as duas no castelo de Windsor, anos atrás (Margaret morreu em 2002). “Você está ficando melhor, não?”, perguntou a princesa, segundo a atriz. Para Helena, era uma crítica a seu talento artístico. Elizabeth é agora interpretada por Olivia Colman, não mais Claire Foy, trunfo nas duas primeiras temporadas.

Sabedoria

“O fato é que a vida é incerta. Ninguém sabe. Com base na minha longa experiência no negócio, sei que não sei. Sei que não posso prever o futuro, mas anos de experiência não são um desperdício completo. Então, sei que você não sabe. Muita gente pode achar que não sabe, mas não tem certeza sobre o que o outro sabe. Depois de todos esses anos, sei que ninguém sabe”. Lloyd Blankfein, banqueiro que comandou o banco na crise de 2008, no documentário "Goldman Sachs at 150", escrito e produzido por Ric Burns sob encomenda, para celebrar o sesquicentenário da "firma" (disponível na Amazon). 

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