(AP Photo/Ng Han Guan)
(AP Photo/Ng Han Guan)

Nível de cianeto onde ocorreram as explosões na China é 356 vezes maior do que o permitido

Membros do comitê executivo do Partido Comunista da China pedem que regras de segurança industrial sejam implementadas e monitoradas

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 10h26

PEQUIM - Autoridades chinesas alertaram nesta quinta-feira, 20 que a quantidade de cianeto de sódio nas águas próximas do local onde ocorreram explosões na semana passada em Tianjin, ao norte da China, é 356 vezes superior ao limite de tolerância.

O anúncio ocorreu após uma reunião com o comitê executivo do Partido Comunista da China (PCC), convocada pelo presidente Xi Jinping para divulgar um relatório sobre o acidente.

“Detectou-se um nível excessivo de cianeto em oito pontos (da água) diferentes na zona de isolamento”, informou o Conselho de Proteção Ambiental de Tianjin. “O nível mais alto é 356 vezes superior ao tolerável”, detalhou.

Membros do comitê pediram que regras de segurança industrial  sejam implementadas e monitoradas, de acordo com a agência oficial de notícias Xinhua.

O governo local, sob pressão das autoridades centrais do país para melhorar a segurança industrial, também informou que iria transferir fábricas de produtos químicos para longe do local de onde milhares de moradores foram forçados a sair na semana passada após a liberação de produtos químicos tóxicos por explosões que mataram 114 pessoas.

Na quarta-feira, restos de cianeto de sódio foram encontrados em 25 pontos da água na zona de isolamento. O armazém guardava mais de 700 toneladas do produto químico, segundo as autoridades.

O medo de uma contaminação em massa ainda persiste, agravado pela chuva que caiu no começo da semana e pela presença de outros materiais químicos no local.

O cianeto de sódio, na forma de pó cristalino, pode liberar cianeto de hidrogênio, um gás asfixiante e rapidamente mortal em caso de exposição prolongada.

Autoridades tentam acalmar a população e garantem que a água contaminada “está dentro da zona de isolamento”. Equipes de socorro construíram barreiras de terra e areia para delimitar o espaço de 100 mil metros quadrados ao redor do local das explosões, e evitar que os componentes tóxicos se espalhem.

Segundo informações oficiais, o ar e a água das outras partes da cidade não representam “nenhum risco” para os 15 milhões de habitantes de Tianjin. Mesmo assim, muitos moradores estão preocupados.

Xi Jinping disse que está trabalhando para que os responsáveis pelas explosões respondam por seus atos. Dez diretores da empresa proprietária do armazém já foram detidos. /AFP e REUTERS

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