Andrew Cullen/Reuters
Andrew Cullen/Reuters

Quanto vale um político?

Na campanha democrata, há um candidato com cifra de US$ 500 milhões

Redação, The Washington Post

04 de março de 2020 | 05h30

Na campanha democrata para a eleição presidencial americana, há um apostador com uma cifra de US$ 500 milhões. O nome dele é “mike” – com o “m” minúsculo mesmo, segundo organizadores de sua campanha, como se o homem fosse seu vizinho de quarteirão, não um magnata da mídia com propriedades até fora dos EUA.

Esse é Michael Bloomberg, prefeito de Nova York de 2002 a 2013. Um democrata, que se tornou republicano, depois independente e, por último, voltou a ser democrata. Ele é fornecedor de terminais de dados sofisticados e a nona pessoa mais rica do mundo. Ele está tentando salvar as primárias ou sabotá-las acidentalmente? Ou mike é apenas um substituto para Bloomberg, enquanto ele tenta comprar a presidência dos Estados Unidos? 

Quanto vale uma democracia?

Até agora, Bloomberg investiu US$ 50 milhões em publicidade nas plataformas online. Por isso, mike está no feed do Facebook, nos resultados de pesquisa do Google e, toda vez que alguém olha para a televisão, lá está ele. Os candidatos presidenciais de 2020 gastaram US$ 26 milhões em anúncios de TV apenas no Texas: 80% desse valor veio de mike.

Nem sempre a recepção ao ex-prefeito é o que ele esperava. Na sexta-feira, quando ele voou para o Estado do Tennessee, em um jatinho particular, e se encontrou com pelo menos mil pessoas no centro de Memphis, alguns manifestantes levantaram cartazes chamando-o de “oligarca”, perguntando “qual seu preço” e dizendo que a “democracia não está à venda”. 

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