Quarta greve geral e manifestações ameaçam paralisar a Grécia

Paralisação convocada por sindicatos afetará o transporte aéreo, urbano e marítimo

Efe

28 de junho de 2011 | 05h00

Manifestantes protestam contra as medidas de austeridade do governo grego

 

 

ATENAS - A quarta greve geral e as manifestações previstas durante 48 horas na Grécia ameaçam paralisar o país como protesto contra as últimas medidas de austeridade do governo, que deverão ser aprovadas nesta quarta-feira, 29, no Parlamento para receber ajuda do exterior.

 

A greve, convocada pelos sindicatos dos setores privado e público, afetará o transporte aéreo, urbano e marítimo, além de todos os tipos de serviço público, segundo as autoridades gregas e os sindicalistas.

 

O plano de austeridade proposto pelo governo socialista pretende arrecadar 78 bilhões de euros até 2015, e inclui privatizações, novos impostos sobre renda e propriedades e cortes de salários e aposentadorias.

 

"Nossas mobilizações continuarão enquanto estiverem em vigor estas políticas" disse Stakis Anesti, um porta-voz da Confederação Geral de Trabalhadores da Grécia (GSEE).

 

Segundo explicou Anesti, o protesto terá como ponto de encontro a Praça "Sintagma", em frente do Parlamento, onde os sindicatos esperam uma participação em massa.

 

As autoridades informaram que cerca de cinco mil policiais cuidarão da segurança nessa zona.

À manifestação desta terça-feira se une a União de Funcionários Públicos (ADEDY).

 

O governo prevê reduzir a força de trabalho do setor público em 25%, ao tempo que será elevada a 40 horas semanais a carga de trabalho e serão estipulados novos contrato com um salário mínimo de 500 euros mensais.

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