Quartel-general da Al Qaeda seria no Paquistão

Uma carta, encontrada quando o chefe da Al Qaeda no Iraque foi morto, diz que a liderança do grupo é baseada em Waziristão, Paquistão, segundo reportagem do jornal Washington Post. A carta, de dezembro de 2005, seria a primeira a ser divulgada, do que os militares dos EUA chamam de "tesouro", encontrado após a morte de Abu Musab al-Zarqawi em junho.Ela teria sido enviada por um membro do alto comando da Al Qaeda, que afirmava escrever do Waziristão.Os serviços de inteligência dos EUA e de outros países suspeitam que Osama bin Laden esteja escondido em algum local ao longo da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.Se as informações forem precisas. A carta poderia confirmar o local da liderança da Al Qaeda na época em que foi escrita, afirma o jornal.´Vontade de aconselhar´A carta foi encontrada em esconderijos na época da morte de Zarqawi, em ataque aéreo dos EUA, de acordo com o Washington Post.Uma tradução para o inglês do documento, em árabe, foi divulgado na semana passada por um centro antiterrorismo militar dos EUA, informou o jornal. O autor afirma estar escrevendo do quartel-general da Al Qaeda na região de fronteira, onde o talibã e fugitivos da Al Qaeda têm agido. O jornal diz que a carta foi assinada por Atiyah. Membros com centro antiterrorismo acreditam que seja Atiyah Abd al Rahman, um líbio de 37 anos que se uniu a bin Laden nos anos 80."Estou com eles", diz a carta."E eles têm alguns comentários sobre algumas de suas circunstâncias".A carta descrevia a dificuldade de comunicação direta entre o Waziristão e o Iraque, e sugeria que era mais fácil Zarqawi enviar um representante ao Paquistão do que o contrário.Ela também alerta Zarqawi que ele estava ameaçado de perder a liderança no Iraque se continuasse a "alienar" os líderes sunitas e grupos insurgentes rivais, afirma o jornal.Os "irmãos querem ter uma forma de falar com você de te aconselhar, e de te guiar e instruir: de qualquer forma, eles estão muito ocupados com inimigos aqui", Atiah teria escrito."Eles também estão fracos. E pedimos a Deus que os fortaleça e cure suas fraturas".Funcionários antiterrorismo consideraram o documento como autêntico.

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