Quarteto pede a Israel que estenda moratória nos assentamentos

EUA, Rússia, UE e ONU exortam 'Bibi' a impedir construções; premiê decide manter tropas na Cisjordânia

AP, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

JERUSALÉM

O chamado "Quarteto", grupo de negociação do Oriente Médio formado por EUA, Rússia, União Europeia e ONU, exortou ontem Israel a estender a moratória que há dez meses vigora nos assentamentos da Cisjordânia. O prazo expira no domingo.

Ontem, o premiê Binyamin "Bibi" Netanyahu exigiu que suas tropas permaneçam, como segurança, na fronteira entre um futuro Estado palestino e a Jordânia.

O pedido das potências foi feito no encontro da Assembleia-Geral da ONU e deve ampliar a pressão sobre Israel. A Autoridade Palestina exige a renovação da moratória nas construções israelenses. Mas setores da coalizão de Netanyahu ameaçam deixar a aliança - o que, na prática, derrubaria o governo - se o gelo for renovado.

Tropas na Cisjordânia. Em discurso, Bibi afirmou que só a presença israelense na fronteira da Cisjordânia com a Jordânia poderá conter o fluxo de armas a militantes do território, caso um acordo seja assinado. O comentário revoltou a Autoridade Palestina.

Sabatinado na Knesset (Parlamento) ontem, o chefe das Forças Armadas de Israel, general Gabi Ashkenazi, garantiu que já foram feitos preparativos para conter uma eventual onda de violência iniciada pelo fracasso do diálogo. Mas Ashkenazi descartou a possibilidade de "uma nova intifada".

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