Quarto médico americano com ebola chega aos EUA

O quarto médico americano infectado com ebola chegou na manhã desta terça-feira ao Hospital Universitário Emory, em Atlanta, onde outros dois médicos americanos foram tratados com sucesso. Uma ambulância carregando o paciente com escolta policial chegou por volta das 10h25 (horário local).

Estadão Conteúdo

09 de setembro de 2014 | 14h53

O médico entrou no ambulatório usando uma roupa protetora para evitar contaminação. O avião equipado especialmente para carregar o paciente aterrissou em uma base aérea no norte de Atlanta cerca de uma hora antes da chegada no hospital.

A médica infectologista Aneesh Mehta, do hospital Emory, disse que a capacidade do paciente de andar era um bom sinal, porém alertou que é necessário considerar outros indicadores. A equipe médica vai avaliar a saúde geral do paciente e considerar todas as opções de tratamento, disse Mehta.

A unidade especial de isolamento que vai abrigar o paciente pode receber até três pessoas e sua capacidade pode aumentar, caso seja necessário. A identidade do paciente não foi revelada.

O surto de ebola no oeste da África matou mais de duas mil pessoas e causou grandes danos especialmente a profissionais de saúde. No último mês, dois médicos americanos contraíram o vírus na Libéria, Kent Brantly e Nancy Writebol, ambos tratados com sucesso no hospital Emory.

Outro médico, Rick Sacra, está sendo tratado no Centro Médico de Nebraska, em Omaha. Ele está condições estáveis. Autoridades informaram que pediram para que o hospital tratasse Sacra, em vez do Emory, com o objetivo de preparar outras unidades de isolamento para outros pacientes.

Para Brantly e Writebol foi dada a droga experimental ZMapp. Ambos afirmaram que o medicamento os ajudou na recuperação, mas não há como saber seus efeitos. Sacra está sendo tratado com uma droga experimental diferente. Seus médicos se recusaram a informar o nome, mas dizem estar consultado especialistas em ebola.

Não há detalhes do tratamento do último paciente, mas o ZMApp não poderá ser usado porque o limitado suprimento da droga foi dada a cinco outros pacientes, além de Brantly e Writebol. Quando um novo lote estiver pronto, ele ainda precisa de testes básicos antes de ser usado novamente, informaram as autoridades. Brantly e Writebol foram os primeiros a receber a droga, que nunca havia sido testada em humanos. Fonte: Associated Press.

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