Quase 100 pessoas foram mortas em ataques na China na semana passada

Militantes mascarados atacaram civis, policiais e autoridades na semana passada na região do extremo oeste da China, em Xinjiang, levando a quase 100 mortes, disse o governo no domingo, dando novos detalhes de um dois maiores incidentes dos últimos anos. 

BEN BLANCHARD, REUTERS

03 de agosto de 2014 | 14h20

O governo de Xinjiang disse que 59 "terroristas" foram abatidos por forças de segurança no condado de Shache, no extremo sul de Xinjiang, enquanto 37 civis foram mortos no ataque que aconteceu no dia 28 de julho. 

As autoridades reportaram o incidente um dia depois, dizendo que dezenas de pessoas haviam sido mortas por pessoas que estariam fazendo ataques com facas em duas cidades da região. 

Não está claro o porquê do governo ter demorado tanto para anunciar os números de mortos e feridas, embora notícias como essa já tenham sido escondidas ou atrasadas no passado. 

"Este foi um sério incidente de terrorismo que tem ligações a organizações terroristas nacionais e internacionais e foi organizado, premeditado, cuidadosamente planejado e maléfico", disse o governo de Xinjiang em seu website oficial (www.ts.cn) nas primeiras horas da manhã de domingo. 

Os militantes atacaram uma delegacia de polícia e escritórios governamentais na cidade de Elixku, antes de avançar para a cidade de Huangdi, onde atacaram civis e destruíram carros, acrescentou o comunicado oficial. 

Xinjiang é habitada pelo povo Uighur, um povo muçulmano que fala uma língua oriunda do turco. A região é marcada por anos de violência que segundo o governo é culpa de militantes islâmicos ou separatistas que querem a proclamação do Estado independente do Turquestão do Leste. 

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