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Quase 25 mil fogem de cidade tomada pelo Estado Islâmico no Iraque, diz ONU

Ramadi passou para as mãos dos militantes no fim de semana e muitos tiveram de escapar do Estado Islâmico pela segunda vez

O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2015 | 19h12

GENEBRA, SUÍÇA - Quase 25 mil pessoas fugiram da cidade iraquiana de Ramadi depois do ataque de militantes do Estado Islâmico (EI) que tomou seu controle no domingo, informou a ONU nesta segunda-feira, 18, acrescentando que a maioria delas se dirigiu para a capital, Bagdá.

A ONU e outras agências humanitárias começaram a distribuir alimentos, água e suprimentos médicos, além de estabelecer acampamentos temporários. No entanto, os recursos para as operações de ajuda no Iraque estavam se esgotando, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários no Iraque.


Ramadi passou para as mãos dos militantes no fim de semana e muitos tiveram de escapar do Estado Islâmico pela segunda vez, já que 130 mil já haviam deixado a cidade iraquiana em abril. "Milhares de famílias que tinham fugido anteriormente retornaram para suas casas em Ramadi. Quando os combates ocorreram novamente, foram forçados a fugir pela segunda vez", informou comunicado da ONU.

"Nada é mais importante agora do que ajudar as pessoas que fogem de Ramadi. Elas estão em apuros e precisamos fazer todo o possível para ajudá-las", disse a coordenadora humanitária da ONU no Iraque, Lise Grande. "Milhares de pessoas tiveram de dormir ao relento, porque não têm lugar para ficar. Poderíamos fazer muito mais se tivéssemos o financiamento."

Agências da ONU e outras organizações de ajuda estão dando assistência a mais de 2,5 milhões de pessoas deslocadas e refugiadas no Iraque, mas os recursos estão quase acabando e 56 programas de saúde terão de fechar em junho, acrescentou o comunicado. / REUTERS 

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