Quase 5 milhões perderam seu lares em terremoto na China

O terremoto de segunda-feira, de 7,8 graus na escala Richter, é o pior registrado na China em 32 anos

EFE,

17 de maio de 2008 | 02h45

Cerca de 4,8 milhões de pessoas perderam suas casas no terremoto que assolou o sudoeste da China na última segunda-feira, segundo dados oficiais. Cinco dias depois do terremoto, o escritório de resposta de emergência do Conselho de Estado (Executivo) cifra o número de mortos em 22.069 mortos, com possibilidade de superar os 50 mil, em razão das vítimas que continuam soterradas. O presidente da China, Hu Jintao, que está na região devastada, encorajou neste sábado, 17,as equipes de resgate militares e os voluntários civis a lutar contra o tempo para salvar vidas. Mesmo que as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros diminuam com o passar do tempo, os esforços não devem cessar, "pois é a prioridade de nosso trabalho", disse Hu, segundo a agência oficial "Xinhua". "Os trabalhos de resgate entraram na fase mais crucial e devemos fazer todos os esforços, lutar contra o tempo e superar todas as dificuldades", acrescentou o governante chinês, que desenvolve uma incessante atividade de visitas a hospitais e vítimas para afirmar que o Governo não abandonará a população local. Os meios de comunicação e a emissora "CFTV" destacaram novamente os esforços de todo o país, e destacaram as ofertas de ajuda humanitária que chegam de todo o mundo, que já superam os US$ 454 milhões. O terremoto de segunda-feira, de 7,8 graus na escala Richter, é o pior registrado na China em 32 anos.

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