Quase 600 foram indiciados por distúrbios em Londres

Cerca de 1,9 mil pessoas foram detidas em toda a Grã-Bretanha desde o início dos tumultos

AE, Agência Estado

12 de agosto de 2011 | 11h30

Campanha da polícia britânica para divulgar e prender suspeitos de tumultos

 

LONDRES - A polícia de Londres informou nesta sexta-feira que indiciou cerca de 600 pessoas por violência, desordem e saques relacionados aos tumultos na capital britânica. O prefeito da cidade disse que os londrinos querem que "sentenças significativas" sejam impostas aos culpados. Em todo o país, mais de 1.900 pessoas foram detidas. Tribunais em Londres, Birmingham e Manchester permaneceram abertos pela segunda noite seguida para cuidar dos casos de centenas de supostos criminosos.

 

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Centenas de lojas foram saqueadas, prédios incendiados e algumas pessoas morreram em meio à confusão que teve início no sábado à noite em Londres e se espalhou pelo país. Dentre as vítimas fatais estão três homens atropelados por um carro em Birmingham enquanto defendiam a vizinhança. A polícia interroga três suspeitos dos crimes.

Detetives abriram um inquérito sobre a morte de um homem de 68 anos. Ele foi encontrado numa rua de Londres após entrar em confronto com os desordeiros e morreu na noite de quinta-feira por causa dos ferimentos sofridos. Um homem de 22 anos foi preso sob suspeita do assassinato.

O primeiro-ministro David Cameron prometeu "justiça rápida" para os criminosos e os tribunais lutam para cuidar da avalanche de réus. O prefeito Boris Johnson disse que é justo que "sentenças significativas" sejam impostas aos participantes dos distúrbios. "Francamente, isso é o que os londrinos querem ver", disse ele.

Embora os desordeiros sejam de todas as comunidades étnicas da Grã-Bretanha, a violência trouxe temores de elevação das tensões raciais, especialmente em Birmingham, onde três homens do sul da Ásia foram mortos ao serem atingidos por um carro, que teria sido dirigido por jovens negros.

Internet

Cameron também disse que o governo, a polícia e os serviços de inteligência trabalham para descobrir se haveria limites para o uso de sites de mídias sociais como Twitter e Facebook ou serviços de troca de mensagens como o do BlackBerry para conter a disseminação dos distúrbios.

O serviço de mensagens do BlackBerry, que é simples e gratuito, foi usado pelos desordeiros para coordenar suas atividades. O escritório de Cameron disse que uma mulher de 18 anos foi acusada nesta sexta-feira de usar o serviço de mensagens do BlackBerry para encorajar outras pessoas a fazer parte dos distúrbios e várias outras pessoas foram acusadas por incitar a violência pelo Facebook e Twitter.

O governo disse que planeja conversar com chefes de polícia e representantes do Twitter, Facebook e o fabricante do Blackberry. Mas qualquer ação para desativar temporariamente esses serviços vai enfrentar forte oposição de defensores dos direitos civis.

 

As informações são da Associated Press.

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