Sebastian Castaneda/REUTERS
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Quase 63 milhões já receberam vacina contra covid-19 nas Américas, diz Opas

Organização alertou, no entanto, que imunidade coletiva exige cobertura muito maior

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2021 | 23h08

LIMA - Quase 63 milhões de pessoas já foram vacinadas contra a covid-19 no continente americano, a maioria delas nos países do norte, informou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) nesta quarta-feira, 17, alertando que o número deve chegar a 700 milhões para que a imunidade seja alcançada na região.

“Embora esses números sejam animadores, eles não são suficientes. Para se beneficiar da imunidade coletiva das vacinas, a cobertura deve ser muito alta”, afirmou Carissa Etienne, diretora da Opas, em entrevista a jornalistas. “Mais de 700 milhões de pessoas nas Américas teriam que ser vacinadas contra a covid-19 para garantir uma cobertura de 70%”.

Para atingir essa meta, a Opas, órgão regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), aposta no sistema Covax e nos acordos bilaterais que os países têm feito com empresas farmacêuticas, disse Etienne.

O Covax, mecanismo promovido pela OMS para garantir a distribuição equitativa das imunizações contra a covid-19 no mundo, entregará doses para 37 países da América Latina e do Caribe; 10 deles receberão as vacinas gratuitamente.

Segundo Etienne, "nos próximos dias e semanas", os países participantes do Covax vão receber a confirmação do calendário e do número de doses para os primeiros grupos.“Cerca de 160 milhões de doses serão distribuídas em nossa região no primeiro semestre, e as doses vão aumentar a cada mês”, afirmou.

Etienne também comemorou a autorização de uso emergencial pela OMS da vacina do laboratório britânico AstraZeneca e da Universidade de Oxford, imunizante que é parte substancial do portfólio da Covax.

“Este selo de aprovação internacional certifica que a vacina é segura, eficaz e está pronta para ser implementada em qualquer lugar”, observou Etienne. "A vacina Oxford/AstraZeneca pode ser armazenada em temperaturas normais de geladeira e pode ser incorporada perfeitamente à infraestrutura de imunização existente em nossa região", disse. /AFP

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