Orlando Barría/Efe
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Quase dois anos após golpe, Zelaya deve retornar a Honduras no sábado

Ex-presidente hondurenho volta ao país devido a acordo mediado por Colômbia e Venezuela

Efe

27 de maio de 2011 | 18h16

TEGUCIGALPA - O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya deve chegar neste sábado ao seu país depois de um ano e 11 meses do golpe que o derrubou do poder e o obrigou a buscar asilo na República Dominicana.

 

Zelaya, de 58 anos, chegará em um voo particular ao Aeroporto Internacional de Toncontín, procedente da Nicarágua, acompanhado pelo presidente desse país, Daniel Ortega, e vários ex-funcionários de seu antigo Governo, disseram à Agência Efe dirigentes da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP).

 

O diretor da Polícia Nacional, José Luis Muñoz, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general René Osorio, garantiram, em declarações separadas, a segurança necessária ao ex-presidente tanto em sua chegada como durante sua permanência no país.

 

Zelaya deixou Honduras junto com o presidente dominicano, Leonel Fernández, em 27 de janeiro de 2010, mesmo dia em que Porfirio Lobo, do Partido Nacional, assumiu a Presidência e assinou o salvo-conduto para que Zelaya viajasse à ilha caribenha. Esse fato encerrou o longo período de clausura do ex-presidente na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde estava refugiado desde setembro de 2009 após ingressar clandestinamente em Honduras.

 

Zelaya tinha sido expulso para a Costa Rica após sua derrota em 28 de junho de 2009, quando ignorou impedimentos legais e promoveu uma consulta popular para reformar a Constituição.

 

O retorno de Zelaya se concretizará graças ao acordo que ele assinou com Lobo no domingo passado na cidade colombiana de Cartagena, fruto da mediação dos presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Venezuela, Hugo Chávez. O Acordo de Cartagena também abriu o caminho para que Honduras se reintegre à OEA, que suspendeu o país pela não-restituição de Zelaya, e outros organismos regionais de onde tinha sido afastado.

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