Sadayuki Goto/Kyodo News via AP
Sadayuki Goto/Kyodo News via AP

Quase uma semana após desastre, equipes continuam busca por desaparecidos no Japão

Forças de segurança lutam para localizar 127 pessoas desaparecidas nas regiões afetadas pelas fortes chuvas que deixaram 204 mortos no último sábado, 7

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2018 | 02h45

TÓQUIO - Quase uma semana após as fortes chuvas que provocaram uma série de enchentes e deslizamentos no sul do Japão, equipes de resgate continuam os esforços para localizar mais de uma centena de desaparecidos nos destroços. O desastre deixou 204 mortos e obrigou milhares de moradores a saírem de casa e viver em abrigos temporários.

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Segundo as autoridades japonesas, 28 pessoas são oficialmente consideradas desaparecidas e outras 99 ainda não foram localizadas, mas no momento não foram incluídas no primeiro grupo por não se ter a certeza que estavam nas áreas atingidas no momento das chuvas. A maior parte das vítimas eram idosos, informa a imprensa local.

Ao todo, 73 mil membros das Forças de Autodefesa (o exército japonês), policiais e bombeiros atuam nos trabalhos de busca. Também são utilizados 81 helicópteros nas operações. 

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Durante visita às regiões de Hiroshima e Okayama, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, expressou gratidão aos 5,5 mil voluntários que atendem às 7 mil pessoas que seguiam desalojadas pelas enchentes. 

"Espera-se que mais voluntários cheguem nas zonas afetadas nos próximos três dias (a próxima segunda-feira, 16, é feriado no país), então quero pedir a eles que maximizem a segurança e as medidas para combater as altas temperaturas", anunciou Abe.

Apesar das fortes tempestades, a Agência Meteorológica de Japão (JMA) prevê que os termômetros ultrapassarão os 30 graus Celsius nos próximos dias em muitas das áreas atingidas, aumentando a preocupação em relação com possível insolação e disseminação de doenças infecciosas entre os deslocados e socorristas.

Shinzo Abe continuará sua visita pela região atingida nesta sexta-feira, 13, em Ehime. O primeiro-ministro visitará centros de refugiados e fará reuniões com as autoridades locais. Pelo menos 207 mil pessoas continuam sem água potável, apesar do fornecimento de energia elétrica e gás ter sido restabelecido, informa a emissora local NHK. //EFE

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