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Quatorze anos depois, turista portuguesa lembra dos ataques do 11 de Setembro

Maria Alzira conta que os dias após os atentados terroristas foram difíceis e assustadores

Sergio Quintella, O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2015 | 07h00

A empresária Maria Alzira Costa, de 75 anos, passava uns dias em Nova York quando, em 11 de setembro de 2001, terroristas suicidas lançaram dois aviões comerciais contra as torres do World Trade Center. Ela recorda as dificuldades pelas quais passou nos dias seguintes ao atentado até que conseguiu retornar ao Brasil, cinco dias depois, após esperar mais de dez horas para o avião partir dos EUA.

 

“Nós passamos por grandes apuros. Tínhamos pouquíssimo dinheiro, os cartões de crédito não funcionavam e tudo estava fechado. Os restaurantes fecharam por dois dias. No terceiro dia começaram a abrir alguns restaurantes e lanchonetes, mas mesmo assim não tinha táxi, metrô, ônibus avião, não tinha nada para você transitar. Todas as pontes estavam interditadas. As pessoas atravessavam as pontes a pé", disse Maria Alzira em entrevista ao Estado.

"Telefonamos algumas vezes para o Consulado do Brasil em Nova York e tinha uma gravação avisando que, em razão dos acontecimentos, não estava funcionando. Isso foi muito desgastante, pois queríamos saber como proceder, o que poderíamos fazer, pois o dinheiro estava acabando e estávamos em um hotel com data para sair."

"Todos os caixas eletrônicos da cidade estavam desligados. Todos! Nos magazines, nas ruas, nos bancos, sempre com um aviso piscando “fire, fire, fire, fire”. Em tudo. Não dava para sacar. Foi assustador! Ainda bem que acabou. Eu falei que não voltaria mais para os EUA, mas fui mais umas cinco vezes depois. A vida continua.” 

  

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