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Quatro civis morrem em ataque atribuído a dissidência das FARC

Coluna da antiga guerrilha se nega a aceitar acordo firmado com o governo e insiste na manutenção do plantio de coca

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 18h26

Ao menos quatro civis morreram nesta quinta-feira, 5, e outros 14 se feriram durante ataque realizado no sudoeste da Colômbia, por dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A ação foi realizada durante protesto de plantadores de coca contra a erradicação dos cultivos ilegais. Homens armados lançaram explosivos contra integrantes das forças de segurança, que estavam no local escoltando exterminadores de plantações de coca.

Após o lançamento de ao menos cinco explosivos, "atacaram os manifestantes com fogo indiscriminado de fuzis e metralhadoras", informaram o exército e a polícia em comunicado. "O saldo parcial é de quatro civis mortos e 14 feridos, que foram atendidos incialmente em um heliporto do Exército Nacional e da Polícia Nacional", disse o texto.

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Conforme disseram as primeiras informações das autoridades, os atacantes fazem parte de um grupo residual da Frente Daniel Aldana, uma das colunas mais temidas da antiga guerrilha. O grupo integra a dissidência das FARC que não aceita o acordo de paz firmado entre o governo e a ex-guerrilha que se converteu em movimento político.

Autoridades informaram que o grupo não somente obriga camponeses a participarem de protestos contra a erradicação do plantio de coca, como também os atacam quando há presença da polícia ou do exército, para proteger as sementes da planta. O governo colombiano tem um plano para a substituição voluntária de cultivos ilícitos, e espera eliminar 50 mil hectares de coca em todo o país. Para os camponeses que se negarem a entrar no projeto, foi posto em ação um plano de erradicação forçada.

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