Quatro estudantes mortos em confrontos no Peru

Pelo menos quatro mortos, mais de 20 feridos - muitos deles a bala - e dezenas de estudantes com ferimentos são as vítimas da repressão dos militares a estudantes da Universidade Nacional do Planalto, em Puno, no segundo dia de violência após o governo do presidente Alejandro Toledo decretar o estado de emergência no Peru.A congressista do partido governante Peru Possível, Paulina Arpasi, informou sobre a morte de quatro estudantes e pediu calma ao governo e aos cidadãos do departamento (estado) de Puno. Arpasi, representante da região no Congresso, disse que "o povo quer levantar-se" e está protestando contra o governo. Um médico de um hospital que atende aos feridos falou em duas mortes.O estado de emergência foi decretado para fazer frente a um onda de protestos contra a política econômica oficial. O reitor da Universidade Nacional do Planalto, Juan Bautista, denunciou os "excessos" dos militares que entraram em confronto com os estudantes, por utilizarem "fuzis de guerra". Bautista e dezenas de professores protestaram contra a repressão aos estudantes. Além disso, o reitor denunciou que os universitários estão indefesos: "Eles atiram pedras e os militares disparam contra eles para matar", disse. Também o governador da região, Jorge Luis Sardón, condenou a repressão e expressou sua indignação pela forma com que os militares estão atacando os estudantes e outros cidadãos pacíficos. Puno está localizado a cerca de 1.500 km a sudeste da capital, Lima. Meios da imprensa local informaram que uma situação similar está sendo vivida na cidade de Tacna, no extremo sul do Peru, que faz fronteira com o Chile.

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