Quatro ex-generais são condenados por assassinato de sindicalista

Quatro ex-generais do Exército foram condenados nesta segunda-feira por envolvimento no assassinato de um importante líder sindical, há 20 anos, durante a ditadura do general Augusto Pinochet. O juiz Sérgio Muñoz, da Corte de Apelações de Santiago, condenou à prisão perpétua o major da reserva, Carlos Herrera Jiménez, como autor material do assassinato do sindicalista Tucapel Jiménez Alfaro. Alfaro foi seqüestrado, baleado e degolado por um comando do serviço secreto do Exército, em fevereiro de 1982. O então chefe do serviço secreto, general Ramsés Alvarez Scogglia, foi condenado a 10 anos também como autor do homicídio. Os outros generais condenados foram Hernán Ramírez Rurange, chefe da segurança de Pinochet, Hernán Ramírez Hald e Fernando Torres Silva, um estreito colaborador do ex-governante. Eles receberam sentenças de 800 dias na prisão por terem encoberto o crime, mas terão direito a liberdade vigiada. O coronel Enrique Ibarra foi condenado a 541 dias de liberdade vigiada. Ao todo, 11 ex-militares e um civil foram condenados pelo juiz Muñoz, que assumiu o caso há três anos, depois de a Suprema Corte ter afastado outro magistrado que passou 17 anos sem avanços nas investigações do caso - que abalou os chilenos devido aos requintes de crueldade dos criminosos. As condenações são as mais importantes desde 1995, quando o general retirado Manuel Contreras, ex-chefe do serviço secreto chileno, foi sentenciado a sete anos de prisão por sua responsabilidade no atentado que causou a morte do ex-chanceler socialista Orlando Letelier.

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