Quatro jornalistas do 'The New York Times' desaparecem na Líbia

Ao mesmo tempo, repórter iraquiano preso com jornalista do 'Estado' é libertado e está fora do país

estadao.com.br,

16 de março de 2011 | 15h58

SÃO PAULO - O jornal americano The New York Times anunciou o desaparecimento de quatro de seus jornalistas que cobriam o conflito na Líbia. Também nesta quarta-feira, 16, o repórter iraquiano Ghaith Abdul-Ahad, que viajava com o repórter do Estado Andrei Netto quando ambos foram presos no começo do mês no país  foi libertado.

 

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Fazem parte do grupo o repórter Anthony Shadid, duas vezes vencedor do Pulitzer, o cinegrafista Stephen Farrel e os fotógrafos Tyler Hicks e Linsey Addario.

"Conversamos com representantes do governo líbio e eles nos disseram que estão tentando localizá-los", disse Bill Keller, editor executivo do Times. O jornalista afirmou ainda que o governo deu garantias de que, caso estejam presos, os quatro serão libertados.


 Iraquiano libertado

 

"Estamos muito felizes que Ghaith tenha sido libertado e esteja em segurança fora da Líbia. Agradecemos a todos aqueles que trabalharam para ajudar a libertá-lo", disse o editor do Guardian, Alan Rusbridger.

Netto foi libertado na semana passada, após intervenção do Estado, Itamaraty, órgãos internacionais e uma rede de jornais e jornalistas. De acordo com o enviado, as boas relações entre Líbia e Brasil facilitaram sua soltura.

Outros casos

Uma equipe de reportagem da rede de TV britânica BBC também chegou a ser presa na Líbia na semana passada. Um repórter, um cinegrafista e um produtor chegaram a ser agredidos e submetidos a ameaças de execução pelas forças de Kadafi.

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