EFE/Ernesto Guzmán
EFE/Ernesto Guzmán

Ao menos 23 militares venezuelanos desertam e pedem proteção à Colômbia

Deserções ocorreram ao longo deste sábado, enquanto opositores venezuelanos e líderes latino-americanos coordenam tentativas de entrega de ajuda humanitária à Venezuela

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2019 | 13h28
Atualizado 24 de fevereiro de 2019 | 10h29

Ao menos 23 militares de diferentes grupos das Forças Armadas da Venezuela desertaram neste sábado, 23, e se apresentaram na fronteira com a Colômbia para pedir auxílio. Segundo a Imigração colombiana, 2 mulheres da Polícia Nacional Bolivariana, 1 integrante das Forças Armadas Especiais (Faes), 1 motorista de tanque da Guarda Nacional, 18 membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e 1 oficial da Armada se entregaram. 

Os militares se entregaram pelo Departamento (Estado) do Norte de Santander, na Colômbia. Apenas o oficial se entregou por Arauca. As deserções começaram no início deste sábado quando começaram as movimentações para a entrega de ajuda humanitária à Venezuela pelas fronteiras de Colômbia e Brasil. 

Hugo Parra Martínez, militar de alta patente do Exército, declarou seu apoio ao líder opositor e presidente interino autodeclarado, Juan Guaidó. "Estarei em luta com o povo venezuelano em cada marcha", afirmou Parra Martínez por meio de um megafone, enquanto foi recebido por dezenas de manifestantes na cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela.

Os primeiros integrantes da GNB que se entregaram na Ponte Internacional Simón Bolívar foram o tenente Richard Sánchez Zambrano e os sargentos-majores Edgar Torres Valera e Óscar Suárez Torres. 

Eles foram recebidos com aplausos e ovações e, visivelmente emocionados, cumprimentaram as pessoas presentes na passagem fronteiriça.

Durante a deserção, o veículo blindado no qual os integrantes da GNB se locomoviam rompeu as barreiras instaladas pelo governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na ponte e atropelou duas pessoas.

O envio de ajuda à Venezuela é liderada também pelo presidente colombiano, Iván Duque. A essa missão também se uniram os chefes de Estado de Chile, Sebastián Piñera; Paraguai, Mario Abdo Benítez, e o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

A tentativa de envio de ajuda humanitária começou às 9h locais (11h em Brasília), com caminhões que pretendem atravessar várias passagens fronteiriças. 

Na sexta-feira 22, duas pessoas morreram na fronteira entre a Venezuela e o Brasil depois que Maduro decretou o fechamento total da passagem. O deputado opositor venezuelano Américo De Grazia informou que uma mulher e um homem pertencentes a uma comunidade indígena da Venezuela morreram após um enfrentamento com integrantes da GNB em uma tentativa de reabrir a passagem fronteiriça. / EFE e AP 

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