Quatro morrem em protesto anti-Índia na Caxemira

Quatro pessoas morreram e dez ficaram feridas na Caxemira nesta sexta-feira quando a polícia disparou contra milhares de manifestantes. Essas foram as mortes mais recentes nos protestos contra o controle do governo indiano sobre a região, que já duram dois meses

REUTERS

13 de agosto de 2010 | 12h36

São as maiores manifestações anti-Índia em dois anos e não há sinais de que estejam esfriando, apesar dos apelos de muitas figuras públicas, incluindo líderes separatistas. Membros das forças de segurança enfrentam diariamente nas ruas homens, mulheres e crianças que atiram pedras contra eles. A cifra de mortos chega a 55 pessoas.

As últimas mortes, nesta sexta-feira,levaram dezenas de milhares de pessoas às ruas de Srinagar, capital de verão da Caxemira, gritando: "Índia, vá embora. Nós queremos liberdade!"

A região, localizada no Himalaia, está mergulhada numa insurgência sangrenta desde 1989, mas o movimento separatista teve início em 1947, quando os britânicos dividiram o subcontinente em dois países, Índia e Paquistão.

Cada um dos dois ficou com uma parte da Caxemira, que foi o motivo de duas das três guerras indo-paquistanesas.

(Reportagem de Sheikh Mushtaq)

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