Quatro mortos em atentado na Colômbia

Supostos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) atacaram uma delegacia de polícia e em seguida detonaram um carro-bomba em Cúcuta, na Colômbia, deixando quatro mortos e 17 feridos. O ataque ocorreu na delegacia do bairro de Belén, em Cúcuta, a principal cidade colombiana na fronteira com a Venezuela, situada 400 km a nordeste de Bogotá, informou o coronel Edgar Orlando Vale, comandante da polícia local. "O confronto começou no momento em que o grupo rebelde passou a disparar contra os policiais que estavam na delegacia. Em seguida fugiram e chegou outro veículo, que foi detonado diante da delegacia", disse o coronel Vale à rádio Caracol. Os policiais, segundo Vale, começaram a repelir o ataque dos supostos guerrilheiros. Um dos rebeldes morreu; o mesmo ocorreu com um civil que estava no local no momento em que começou o tiroteio. Com a explosão do carro-bomba, carregado com cerca de 25 quilos de dinamite, dois policiais morreram e seus cadáveres ficaram estendidos na rua, junto com suas armas e aparelhos de radiocomunicação. A poderosa explosão causou danos em um raio de 400 metros, destruindo redes de energia, uma residência e quatro motos, e gerou pânico entre as pessoas que, na hora do atentado, às 6h30 (hora local), saíam de suas casas em direção ao trabalho. Os guerrilheiros utilizaram três veículos para executar o atentado. No primeiro, chegaram para disparar contra a delegacia; depois o abandonaram ali perto e fugiram num segundo. Também utilizaram um microônibus carregado de dinamite para explodir a delegacia, que ficou totalmente destruída. Em uma área próxima a Cúcuta, as autoridades encontraram outro carro com explosivos, que foi desativado. Este é o quarto atentado com explosivos que ocorre em Cúcuta neste mês. Antes, foram atacadas as emissoras da Radio Cadena Nacional (RCN), outra da Igreja Católica, o jornal La Opinión e a Rádio Caracol - todos atentados atribuídos pela polícia ao ELN, guerrilha que tem forte presença em Cúcuta. Ao mesmo tempo, outros quatro policiais ficaram feridos na explosão de uma bomba durante a passagem de um caminhão por uma estrada no sul da cidade de Neiva, capital do departamento de (Estado) de Huila. Por esse ataque, a polícia de Neiva, 250 km a sudoeste de Bogotá, responsabilizou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). E em Tame, no departamento de Arauca, cinco funcionários municipais foram assassinados na quinta-feira à noite, em um restaurante nos arredores da cidade, por homens armados e de rosto coberto que entraram no local e atiraram contra os funcionários. O governador de Arauca, José Emiro Palencia, impôs o toque de recolher durante a noite e ofereceu uma recompensa equivalente a US$ 19.230 à pessoa que entregar informação sobre a identidade dos autores do massacre.

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