Quatro mortos em protesto contra a guerra no Iêmen

Pelo menos quatro pessoas morreram a tiros e dezenas ficaram feridas quando a polícia reprimiu cerca de 30 mil manifestantes que, aos gritos de "Morte à América!", tentavam invadir a embaixada dos EUA no Iêmen, em um dos muitos protestos contra a guerra no Iraque promovidos, pelo segundo dia consecutivo, no Oriente Médio.Um policial morreu com um tiro na cabeça disparado por manifestantes, afirmou um oficial de segurança. Um jovem manifestante também foi baleado, acrescentou ele, sem entrar em detalhes. Testemunhas dizem que o manifestante, um adolescente, foi atingido por um tiro disparado pela polícia.Centenas de policiais em pelo menos uma dúzia de blindados foram convocados para conter o protesto, o mais violento na capital iemenita em anos.Cerca de 30 mil pessoas reuniram-se depois das orações islâmicas de sexta-feira, no centro de Sanaa, e marcharam vários quilômetros até a Embaixada dos EUA, que estava fechada. Centenas de policiais em volta do prédio tentaram parar a multidão usando gás lacrimogêneo e canhões d´água. Sem sucesso, os policiais começaram a fazer disparos de fuzil automático para o ar.Os manifestante não se intimidaram, e passaram a jogar pedras nos policiais. A multidão gritava "Não a Embaixadas dos EUA e Grã-Bretanha em terras iemenitas" e "Morte à América, Morte a Israel".Um porta-voz do Ministério do Interior afirmou à agência de notícias oficial Saba que foram manifestantes que começaram a disparar "indiscriminadamente", forçando os policiais a responderem atirando para o ar. Várias pessoas foram presas. Cerca de 30 manifestantes e sete policiais ficaram feridos.O governo do Iêmen tem se manifestado abertamente contra a guerra no Iraque.Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.