Stephanie Keith / Getty Images / AFP
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Atos pró-Trump têm 23 presos e 4 esfaqueados em Washington

Em muitos lugares, houve confrontos entre apoiadores e manifestantes anti-Trump, que perdeu a eleição de 3 de novembro para o democrata Joe Biden, mas ainda não reconheceu a derrota

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2020 | 06h02
Atualizado 13 de dezembro de 2020 | 13h45

WASHINGTON - Quatro pessoas foram esfaqueadas, 23 foram presas e uma foi baleada e ferida em confrontos que se seguiram às manifestações de sábado, 12, em várias cidades dos Estados Unidos em favor de Donald Trump e para denunciar uma suposta "fraude" eleitoral.

Em muitos lugares, houve confrontos entre apoiadores e manifestantes anti-Trump, que perdeu a eleição de 3 de novembro para o democrata Joe Biden, mas ainda não reconheceu a derrota e sugere, sem evidências, que houve fraude. 

Em Washington, ao menos 23 foram detidas. De acordo com a CNN, os quatro esfaqueados estavam em condições críticas e foram retirados da área por equipes de socorristas por volta de 19h (hora local). Dois policiais e duas outras pessoas também ficaram feridas, mas sem risco de morte. 

A Polícia do Estado de Washington disse no Twitter na noite de sábado que um tiroteio ocorreu após confrontos perto do edifício do capitólio na cidade de Olympia e que um suspeito foi detido.

Mais de um mês após a eleição de Joe Biden, uma multidão usando bonés vermelhos com a inscrição "Make America Great Again" invadiu a capital dos Estados Unidos para pedir "mais quatro anos" de mandato Trump. 

Por falta de dados tangíveis para apoiar as alegações de fraude eleitoral, os cerca de cinquenta recursos apresentados pelos aliados de Trump foram rejeitados pelos tribunais ou abandonados, com apenas uma exceção.

E, apesar de uma derrota final e decisiva na véspera na Suprema Corte, milhares de apoiadores de Trump foram às ruas para mostrar que estão convencidos da "vitória" republicana. Em uma atmosfera festiva, vários deles se reuniram na Freedom Plaza, não muito longe da Casa Branca.

As manifestações começaram em clima de festa e milhares de pessoas se reuniram na Freedom Plaza, próxima à Casa Branca. Elas eram, no entanto, menos do que as 10 mil pessoas que apoiaram o presidente um mês atrás. "Não vamos ceder", disse Luke Wilson, 60, de Idaho, agitando uma bandeira defendendo o porte de armas.

Entre os manifestantes, membros da milícia de extrema direita "Proud Boys", reconhecidos por roupas amarelas e pretas e coletes à prova de balas, foram aclamados pela multidão. Eles foram chamados de nazistas pelo movimento Black Lives Matter.

Vários comícios anti-Trump foram organizados na capital, um deles na Black Lives Matter Plaza, perto da Casa Branca e onde milhares de pessoas foram no início de novembro para celebrar o triunfo de Biden./   AFP

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