Quatro pessoas morrem em ataque a escola da Somália

Rebeldes fundamentalistas matam pelo menos três estrangeiros, um britânico e dois quenianos, ao tomar cidade

Agências internacionais,

14 de abril de 2008 | 07h51

Pelo menos quatro pessoas, entre elas um somali, um britânico e dois quenianos, morreram na noite de domingo, 13 na Somália, quando militantes fundamentalistas islâmicos atacaram uma escola e ocuparam a cidade de Beledweyne, informaram fontes oficiais e testemunhas. Existem suspeitas de que um canadense também pode estar entre as vítimas.   Sheikh Mukhat Robow Ali, conhecido como Abu Manssor, porta-voz do principal grupo de milicianos islâmicos, confirmou que suas forças tinham tomado a cidade, mas disse não saber quem tinha matado os estrangeiros.   Um morador de Beledweyne que para não ser identificado disse que os milicianos do Al Shabab tomaram o controle brevemente da cidade neste domingo à noite, e cercaram a casa do governador e uma escola inglesa. "Foram eles os que mataram o britânico, os quenianos e o diretor da escola, de nacionalidade somali", acrescentou. Outras fontes disseram que, em outro incidente separado, uma pessoa com passaporte canadense morreu devido aos tiros na localidade.   A escola foi queimada depois do ataque, assim como a residência do governador. Os moradores consultados disseram que os milicianos islâmicos não encontraram nenhuma resistência.   O Alto Comando britânico em Nairóbi está investigando as denuncias da morte dos dois cidadão, segundo confirmou a porta-voz Shelley Williams-Walker, do escritório estrangeiro da Commonwealth em Londres.   Um porta-voz do Movimento Al-Shabab negou que o grupo tenha relação com as mortes. Al-Shabab, que significa "a juventude", é o braço armado do Conselho das Cortes Islâmicas. O Departamento de Estado dos EUA considera o Al-Shabab terrorista. O grupo tomou várias cidades no país nos últimos meses, geralmente deixando as áreas poucas horas depois. Na cidade de Merka, sul do país, um ataque a um cinema na noite de domingo deixou cinco mortos e 16 feridos. Uma granada foi lançada no local. Os insurgentes lutam pelo controle de várias áreas do país com o fraco governo local, apoiado pelas Nações Unidas, e com tropas etíopes. Os confrontos ocorrem desde a expulsão dos islamitas da capital, Mogadiscio, em dezembro de 2006. A Somália não tem um governo que controla de fato o país desde 1991. Naquele ano, o ditador Mohammed Siad Barre foi derrubado por senhores de guerra, baseados em alianças de clãs. Em seguida, esses começaram conflitos entre si.

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