Quatro pessoas são detidas por atentados no Timor Leste

Cerca de 30 pessoas são procuradas pela tentativa de assassinato contra presidente e primeiro-ministro

Efe,

18 de fevereiro de 2008 | 11h00

Os corpos de segurança no Timor Leste detiveram quatro pessoas suspeitas de ter participado dos atentados contra o presidente, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, no dia 11, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira, 18.  Veja TambémLeia entrevista de Ramos-Horta ao 'Estado'Ramos-Horta é figura central há 30 anosMiséria e violência: combustíveis da crise   As autoridades timorenses buscam cerca de trinta pessoas que se acredita ajudaram ou participaram das duas tentativas de assassinato cometidas pelo comandante rebelde Alfredo Reinado, que morreu nos ataques. O chefe da missão das Nações Unidas no Timor Leste, Atul Khare, pediu aos agressores "que se entreguem rapidamente, para não ter de recorrer a ações drásticas". Khare afirmou que a Polícia das Nações Unidas (UNPol) e a Força Internacional de Segurança, contingente comandado pela Austrália e do qual participam Malásia, Nova Zelândia e Portugal, participam da perseguição aos culpados. Ramos Horta, de 58 anos, ficou gravemente ferido por dois tiros nas costas e outro no estômago, mas está reagindo bem aos procedimentos realizados em um hospital no norte da Austrália. Gusmão saiu ileso do ataque a seu automóvel quando se dirigia para seu escritório em Díli. O porta-voz do líder timorense, Luke Gosling, afirmou que "a família e o pessoal do presidente estão satisfeitos com a evolução do quadro, que vai muito bem". Os médicos devem operar Ramos Horta novamente na terça-feira, a quinta cirurgia desde o ataque.

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