Quatro seqüestrados e 12 desaparecidos após ataque no Irã

O ataque da noite de quinta-feira no sudeste do Irã que deixou 22 mortos resultou ainda no seqüestro de quatro pessoas e no desaparecimento de outras 12, disse neste sábado o chefe da Polícia iraniana, general Ahmadi Moghadam. Embora não tenha feito acusações diretas, o general Moghadam afirmou, com base em informações do serviço secreto, que forças britânicas e americanas estabelecidas no Afeganistão se reuniram com líderes rebeldes da região. "De acordo com as testemunhas, quatro pessoas foram seqüestradas no ato e não há informações sobre o paradeiro de outras 12 pessoas que viajavam na mesma estrada", disse o general. Moghadam confirmou que os atacantes eram 12, todos vestidos com uniformes da polícia que se infiltraram no Irã através do território afegão. "Os criminosos entraram por um território que, por ser muito desértico, só é controlável pelo ar, e pretendiam provocar enfrentamentos étnicos ao atacar pessoas indefesas em uma estrada entre Zabol e Zahedan", disse. O general explicou que os atacantes, após montar um posto de controle rodoviário falso, interceptaram várias pessoas, e separaram xiitas de sunitas e persas de baluchis (etnia majoritária na área). Então, amarraram e amordaçaram apenas os homens persas e xiitas e os assassinaram a sangue frio, diante de suas mulheres e filhos. O crime foi cometido sob a luz de holofotes e alguns dos atacantes gravaram o ato com câmeras de vídeo, como se pretendessem divulgá-lo mais tarde. Com a chegada da Polícia vinda da delegacia mais próxima (a 20 quilômetros do local), os autores voltaram ao Afeganistão. Embora o governador da província de Zahedan esteja gravemente ferido pelo ataque, já que seu comboio também foi interceptado pelos assaltantes, o general Moghadam descartou que estes o conhecessem. "Quase todas as vítimas são civis, sem relação alguma com o governo", disse o policial.

Agencia Estado,

18 Março 2006 | 13h08

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