Quatro trabalhadores humanitários são soltos na Síria

Homens armados sequestraram seis funcionários da Cruz Vermelha e um voluntário no domingo

O Estado de S. Paulo,

14 de outubro de 2013 | 14h05

GENEBRA - Quatro dos sete trabalhadores humanitários que foram sequestrados por homens armados no noroeste da Síria no domingo 13 foram libertados, informou a Cruz Vermelha nesta segunda-feira, 14. Não há informações sobre o destino dos outros três reféns.

Robert Mardini, chefe de operações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para o Oriente Médio, informou por meio da conta no microblog Twitter que os quatro - três funcionários da Cruz Vermelha e um voluntário local do Crescente Vermelho - estavam "sãos e salvos". Segundo o porta-voz do CICV Ewan Watson, eles foram soltos na região de Idlib, no nordeste da Síria, onde operam centenas de milícias.

Os sete trabalhadores humanitários foram sequestrados por homens armados não identificados quando voltavam para Damasco após uma missão de quatro dias para entregar suprimentos médicos. "É claro que esse tipo de incidente é terrível porque é perturbador e coloca em perigo as nossas operações na Síria", disse Mardini à Reuters horas antes da libertação parcial.

Segundo Mardini, o CICV continua comprometido com suas operações de ajuda humanitária na Síria, onde entrega comida, água e suprimentos médicos para civis desabrigados e tenta retirar os feridos.

Após dois anos e meio de uma guerra civil, milícias pró e contra o presidente Bashar Assad fragmentaram o país em pequenos feudos. Sequestros de civis, trabalhadores humanitários e jornalistas têm aumentado este ano, à medida que grupos ligados à Al-Qaeda e criminosos oportunistas aproveitam o vácuo de poder.

A Sana, agência estatal de notícias síria, publicou nota atribuindo o sequestro a "terroristas", maneira como o governo sírio refere-se aos rebeldes que tentam derrubar o governo de Assad./ REUTERS e AP

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