‘Quebrar códigos é nosso trabalho’, diz agência dos EUA

A declaração foi feita um dia depois das últimas revelações sobre o alcance da vigilância eletrônica americana

06 Setembro 2013 | 23h30

O vazamento de informações que revelou como os espiões americanos decodificaram comunicações eletrônicas "não é novidade, pois quebrar os códigos é parte de seu trabalho", afirmou nesta sexta-feira, em nota, o organismo diretor da inteligência americana.

"Embora os detalhes de como nossas agências de inteligência realizam essa missão de análise de códigos tenham sido mantidos em segredo, o fato de estar entre as missões da Agência de Segurança Nacional (NSA) decifrar comunicações codificadas não é um segredo e não é notícia", afirma o comunicado do Gabinete do Diretório Nacional de Inteligência (ODNI, na sigla em inglês).

"Quase não deveria surpreender o fato de nossas agências de inteligência buscarem maneiras de neutralizar o uso de códigos por parte de nossos adversários", declarou o ODNI. O organismo argumentou, no entanto, que as revelações do New York Times e do Guardian sobre como a NSA decifrou os dados criptografados podem ajudar os inimigos dos EUA.

"Ao longo da história, as nações utilizaram a criptografia para proteger seus segredos e hoje os terroristas, os criminosos cibernéticos, os traficantes de pessoas e outros também utilizam códigos para ocultar suas atividades", destacou o ODNI. "Nossa comunidade de inteligência não estaria fazendo seu trabalho se não tentássemos contrabalançar isso", disse o comunicado.

 

Segurança. O ODNI defendeu que o site da NSA inclui a criptografia ao descrever sua missão. A declaração foi feita um dia depois das últimas revelações sobre o alcance da vigilância eletrônica americana, com base no vazamento de documentos secretos por parte do ex-agente de inteligência Edward Snowden.

Os documentos indicaram que os Estados Unidos e as agências de inteligência britânicas violavam códigos supostamente seguros utilizados para proteger e-mails de cidadãos, transações bancárias e conversas telefônicas em território americano e em outros países. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.