Queda de avião mata 38 no Congo

Antonov que fazia vôo interno caiu em área residencial de Kinshasa instantes após a decolagem

O Estadao de S.Paulo

05 de outubro de 2007 | 00h00

Um avião caiu ontem num bairro residencial de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), matando 38 pessoas e ferindo pelo menos 30. ''''Havia 20 passageiros e 3 tripulantes a bordo. Todos morreram'''', informou o Ministério de Assuntos Humanitários do país. Também morreram 15 pessoas que estavam em terra. As autoridades informaram que o número de vítimas pode aumentar, já que os trabalhos de busca e resgate ainda estavam em andamento.O avião de carga - um Antonov 26 de fabricação russa - pertencia à empresa Africa One e estava a serviço da companhia Malila Airlift. Segundo as autoridades, instantes depois de decolar do Aeroporto Kinshasa-Ndjili, às 10h40 (6h40 no horário de Brasília), o avião teve problemas técnicos não especificados e bateu em várias casas em Kingsani, um bairro populoso próximo do aeroporto. Em seguida, pegou fogo e explodiu.O destino do avião era Tshikapa, uma cidade na Província de Kasai Ocidental, a cerca de 650 quilômetros de Kinshasa.Acidentes aéreos são freqüentes no país, onde muitas companhias utilizam aviões sucateados, a maioria de fabricação russa. De acordo com a rede britânica BBC, um mês atrás o governo congolês havia proibido aviões do tipo Antonov de voar no país. Mas o veto foi revogado na semana passada.Em 1996, mais de 300 pessoas morreram quando um Antonov 32 caiu numa área comercial em Kinshasa, também logo após a decolagem. Aviões são um meio de transporte muito usado no Congo, onde a maioria das estradas foi destruída durante a sangrenta guerra civil (1998-2003). Todas as mais de 20 companhias aéreas congolesas são proibidas de operar na Europa, exceto a Hewa Bora, que voa entra Kinshasa e Bruxelas, na Bélgica. A Associação International de Transporte Aéreo inclui a República Democrática do Congo num grupo de países africanos considerados ''''uma vergonha para a indústria aérea''''. ASSOCIATED PRESS, FRANCE PRESSE, REUTERS E EFE

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