Queda de avião na Namíbia mata 33, incluindo um brasileiro

A nave, fabricada pela Embraer, foi encontrada carbonizada

Agência Estado

30 de novembro de 2013 | 10h50

Todas as 33 pessoas que estavam a bordo de um avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que viajava para Angola, morreram quando a nave caiu em um parque natural do noroeste da Namíbia. Entre os passageiros de várias nacionalidades estava um brasileiro. O Itamaraty confirmou a morte do brasileiro e disse ter entrado em contato com a família da vítima, mas só vai se pronunciar oficialmente após a companhia divulgar os nomes.

O avião, um modelo fabricado pela brasileira Embraer, levava 6 tripulantes e 27 passageiros – 10 moçambicanos, 9 angolanos, 5 portugueses, 1 francês, 1 chinês e o brasileiro – e desaparecera na sexta-feira depois de decolar de Maputo com destino a Luanda.

Os serviços de resgate de Moçambique, Namíbia, Botsuana e Angola haviam estabelecido uma operação de busca, que teve de ser suspensa ao anoitecer em razão das fortes chuvas e da topografia do terreno. A busca foi retomada ontem pela manhã e encerrada à tarde, quando o avião foi encontrado completamente carbonizado no parque nacional de Bwabwata.

“Minha equipe encontrou o aparelho. Não há sobreviventes. O avião está completamente carbonizado”, disse o coordenador da polícia da região de Kavango (nordeste da Namíbia), Willie Bampton. Segundo um técnico do aeroporto, que pediu para não ser identificado, o avião teria caído por causa do mau tempo.

O acidente é o mais grave na história da aviação civil de Moçambique desde a misteriosa queda do avião do presidente Samora Machel em 1986 na África do Sul, no qual morreram 34 pessoas.

O avião, um modelo 190 da Embraer com capacidade para 90 pessoas, tinha sido adquirido pelas Linhas Aéreas de Moçambique para modernizar sua frota e substituir antigas naves da Boeing. A LAM é uma das 280 companhias aéreas que a União Europeia proibiu de voar sobre seu espaço aéreo. / EFE

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