Queda de avião no Irã mata 71 e fere 35

Aeronave tentou fazer dois pousos de emergência antes de chocar-se com o solo em uma fazenda no noroeste do país; neve teria causado tragédia

AP, AFP e REUTERS, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2011 | 00h00

TEERÃ

Um avião da companhia Iran Air com 106 pessoas a bordo caiu no noroeste do Irã após passar por uma tempestade de neve, informou ontem a imprensa estatal iraniana. Segundo fontes do Crescente Vermelho ouvidas pela agência de notícias Fars, 71 pessoas morreram e 35 ficaram feridas. As condições meteorológicas dificultavam o resgate dos sobreviventes.

Antes da tragédia, o Boeing 727 da Iran Air tentou duas vezes um pouso de emergência no aeroporto de Orumiyeh, cidade a 700 quilômetros a noroeste de Teerã. Com o fracasso das duas manobras, o piloto teria tentado pousar a aeronave em uma fazenda.

A fuselagem da aeronave partiu-se ao se chocar com o solo, informou uma rede de TV iraniana. Autoridades iranianas não revelaram o motivo exato que teria levado a aeronave a tentar o pouso de emergência, mas uma tempestade de neve com fortes ventos atingia Orumiyeh.

O chefe do serviço de emergência do Irã, Gholam Reza Masoumi, afirmou que a neve estava dificultando os esforços de resgate dos sobreviventes. A área do acidente também está coberta por uma espessa neblina.

O chefe do Crescente Vermelho iraniano, Mahmoud Mozaffar, confirmou que a aeronave partiu-se em vários pedaços ao cair. Segundo Mozaffar, porém, o avião não explodiu nem se incendiou.

O Irã tem um preocupante histórico de acidentes aéreos. Para autoridades internacionais, o alto número de desastres é consequência dos aparelhos e aeronaves antigos, além da falta de manutenção adequada.

A frota das principais empresas iranianas é formada por aviões Airbus e Boeing, a maioria comprados antes da Revolução Islâmica, em 1979. Com a queda do regime do xá Reza Pahlevi, o Irã rompeu relações com os EUA e as aeronaves ficaram sem peças adequadas.

O crescente isolamento do Irã, alvo de sanções internacionais da ONU e unilaterais (dos EUA e União Europeia), teria agravado ainda mais o estado da frota aérea iraniana.

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