Queda de caça mata 3 em San Diego

Piloto consegue ejetar antes de o jato atingir área residencial; uma criança e a mãe estão entre os mortos

AP, REUTERS E LA TIMES, O Estadao de S.Paulo

09 de dezembro de 2008 | 00h00

Um caça F/A-18 do Exército dos EUA caiu ontem em uma zona residencial de San Diego, na Califórnia, matando pelo menos três pessoas. Duas casas e dois carros atingidos pegaram fogo. Uma mulher e um de seus filhos estão entre os mortos. O outro corpo não foi identificado, mas na casa estavam mais uma criança e a avó. Os bombeiros tiveram trabalho para conter o incêndio, que causou uma densa nuvem de fumaça.De acordo com os primeiros relatos do acidente, o piloto - que não estava conseguindo se comunicar com os controladores aéreos da região - conseguiu se ejetar e abandonar a aeronave antes da queda. O acidente ocorreu no bairro de University City, a 3,2 quilômetros da base aérea de Miramar, dos Fuzileiros Navais, quando o jato preparava-se para aterrissar. Aparentemente, um problema no motor provocou a queda. O F/A-18 é um avião de guerra capaz de ultrapassar a velocidade do som e é utilizado pela Marinha e pelos fuzileiros navais.Alguns marines disseram que o piloto fazia parte de um esquadrão de treinamento e tentou desviar o jato para um canyon próximo para não atingir as casas. Jason Widmer, que trabalhava na área do acidente, conversou com o piloto após ele descer de pára-quedas. "Ele estava muito assustado e preocupado em saber se alguém tinha morrido."MEDO NA REGIÃO"Nós ouvimos dois estrondos", afirmou Scott Patterson, morador da área. "A fumaça subiu e nós não sabíamos o que era."Ben Dishman, que também mora no bairro, disse que a queda do avião fez sua casa - localizada a um quarteirão do acidente - tremer: "Eu soube com certeza que era uma explosão, foi bem forte."Cerca de 100 mil soldados vivem na base aérea de Miramar, que foi administrada pela Marinha dos Estados Unidos até 1996. O local ganhou fama após servir como locação para o filme Top Gun - Ases Indomáveis (1986).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.