Queda de ditador pôs laços em xeque

THE NEW YORK TIMES

David Kirkpatrick e Ethan Bronner, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2011 | 00h00

CAIRO

Na esteira da revolução que expulsou o ditador Hosni Mubarak em fevereiro, a população egípcia passou a demandar do governo uma resposta mais eficaz às demandas da sociedade do país. Isso incluía uma resposta feroz ao tratamento israelense dado aos palestinos.

Tanto o conselho militar vigente como a nova safra de políticos que aspiram ocupar cargos num Egito democrático estão patinando para tentar atender aos clamores populares.

Quase nenhuma figura política de nenhuma estatura defendeu o fim do tratado de paz com Israel, obtido em 1979, após os acordos de Camp David. Mas os setores governamentais sob influência militar deram vários passos que irritaram Israel, como suavizar restrições a palestinos da Faixa de Gaza a despeito do bloqueios israelense, além de aumentar as relações diplomáticas com o Irã.

Foi então que novos de episódios no mês passado na fronteira entre Egito e Israel - um ataque terrorista contra civis israelenses aparentemente envolvendo movimentos ao longo da fronteira e o fuzilamento acidental de soldados egípcios em seu território durante uma resposta militar por parte de israelenses - trouxeram os aliados às portas de uma grave crise.

O Egito ameaçou retirar seu embaixador a menos que Israel se desculpasse e iniciasse uma investigação conjunta; Israel anunciou planos de fazer essas investigações e expressou pesar pelas mortes, mas não se desculpou.

Desde então muitos egípcios pediram para que o Egito expulsasse o embaixador israelense como uma represália.

Quando o clamor atingiu a multidão do lado de fora da embaixada israelense nas primeiras horas da manhã do sábado em que Israel estava retirando seu embaixador, alguns reagiram com satisfação pelo fato de o ataque à embaixada ter sido bem-sucedido.

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