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Queda de helicóptero no Paquistão mataembaixadores de Filipinas e Noruega

Força Aérea do país afirma que ocorreu uma falha técnica, mas Taleban diz ter derrubado aeronave na tentativa de matar o premiê

O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2015 | 08h34

ISLAMABAD - Um helicóptero militar do Paquistão que levava diplomatas para o lançamento de projetos no norte do Paquistão caiu nesta sexta-feira, 8, e seis pessoas morreram, entre elas os embaixadores da Noruega e das Filipinas e as mulheres dos embaixadores da Malásia e Indonésia, informou o Exército do país.

O primeiro-ministro Nawaz Sharif estava viajando para a região montanhosa de Gilgit, no norte, em outro helicóptero para lançar dois projetos quando houve o acidente. Segundo seu gabinete, ele retornou a Islamabad.


O porta-voz militar Asim Bajwa disse em uma mensagem no Twitter que os dois pilotos também morreram e acrescentou que os embaixadores da Polônia e da Holanda estavam entre os feridos.

De acordo com a mídia local, 11 estrangeiros e 6 paquistaneses estavam a bordo do MI-17, que caiu em uma escola de Gilgit e pegou fogo, matando cinco estrangeiros e três paquistaneses. Bajwa não estava imediatamente disponível para comentar esses relatos e também não explicou no tuíte por que o avião caiu. A Força Aérea do país afirma que houve uma falha técnica na aeronave. 

No entanto, militantes do Taleban paquistanês disseram ter derrubado o helicóptero com um míssil portátil e ressaltaram que pretendiam abater o avião de Sharif. "Nawaz Sharif e seus aliados são os nossos principais alvos", disse o porta-voz taleban Muhammad Khurasani em um comunicado enviado por e-mail.

Os militantes do Taleban não operam na área de Gilgit, mas costumam assumir responsabilidade por incidentes que não foram provocados por eles. /REUTERS

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