Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Queda de helicópteros mata 14 soldados no Afeganistão

Uma aeronave caiu no oeste do país e outras duas se chocaram no ar na região sul

Agência Estado,

26 de outubro de 2009 | 09h45

Pelo menos 14 americanos morreram esta segunda-feira, em dois incidentes com helicópteros em ações contra os insurgentes no Afeganistão, informaram os militares dos EUA. O dia foi um dos mais mortíferos para as tropas americanas no país.

 

No primeiro caso, um helicóptero caiu no oeste afegão, após abandonar o local de um enfrentamento com insurgentes. Dez pessoas morreram, sete soldados e três agentes da Drug Enforcement Administration (DEA, a agência antidrogas dos EUA). Também ficaram feridos 11 militares e um civil americanos, além de 14 afegãos, segundo os EUA.

 

Em outro incidente no sul, dois helicópteros dos EUA se chocaram no ar e quatro soldados morreram, além de dois ficarem feridos. As autoridades americanas descartaram a hipótese de um ataque na colisão, mas não disseram quais as causas prováveis dos incidentes.

 

Um porta-voz do Taleban, Qari Yusuf Ahmedi, afirmou que membros desse grupo derrubaram um helicóptero no distrito de Darabam na província de Badghis, no noroeste. Até o momento, não foi possível verificar se o porta-voz se referia a um dos dois incidentes, nem é possível verificar as versões de modo independente.

 

A Otan informou que o helicóptero que caiu no oeste voltava de uma operação contra insurgentes envolvidos "no tráfico de narcóticos no oeste". O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio, a matéria-prima da heroína. O comércio ilícito da droga é uma grande fonte de renda para os rebeldes.

 

As forças dos EUA informaram ainda sobre a morte de dois soldados na véspera, um em um ataque com bomba no leste afegão, e outro que morreu por ferimentos sofridos na mesma área. Pelo menos 46 soldados dos EUA morreram no país em outubro.

 

Ataques

 

No início do mês, insurgentes mataram oito soldados americanos em um ataque a dois postos isolados na aldeia de Kamdesch, perto do Paquistão. O ataque foi o que deixou mais baixas para os EUA desde julho de 2008, quando nove soldados morreram em um posto em Wanat.

 

O governo Barack Obama avalia se envia mais soldados para atuar no Afeganistão. Além disso, o país vive expectativa à espera do segundo turno das eleições presidenciais, entre o atual presidente, Hamid Karzai, e o ex-ministro de Relações Exteriores Abdullah Abdullah. A nova votação ocorre em 7 de novembro. No primeiro turno, houve centenas de denúncias de fraudes.

 

Abdullah pediu, nesta segunda-feira, que o presidente da comissão eleitoral, Azizullah Lodin, seja substituído em até cinco dias. Segundo o ex-ministro e candidato, Lodin "não tem credibilidade". Lodin nega ter qualquer preferência por Karzai e um porta-voz da comissão afirmou que agora ele não pode mais ser substituído antes do segundo turno. Abdullah não disse o que pode ocorrer se não houver a mudança.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãohelicópterossoldadosEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.