Queda de Saddam deixou mundo mais seguro, diz Rumsfeld

O secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, defendeu hoje a guerra no Iraque, dizendo em umaconferência de defesa à qual assistiram alguns de seus mais fortes opositores que a derrubada de Saddam Hussein tornou "o mundo um lugar mais seguro".A conferência anual de segurança também atraiu cerca de 5.000 pacifistas que gritavam na porta do hotel fortemente guardado no centro de Munique "Parem os belicistas" e "Não à guerra global por países da Otan".Rumsfeld disse que a queda de Saddam foi uma forte advertência aos países que possuem armas de destruição em massa, mas não mencionou o fato de que armas do tipo não foram encontradas no Iraque.Na conferência anual que reúne especialistas e autoridades de 50 países, Rumsfeld citou os crimes e atrocidades do regime de Saddam e ironizou aqueles que "dizem que não importa quem ganhou".Mas o ministro do Exterior da Alemanha, Joschka Fischer, que falou antes de Rumsfeld, afirmou que os alemães "ainda não estão convencidos da validade das razões" apresentadas para a invasão do Iraque, repetindo uma frase que havia enfurecido o chefe do Pentágono na conferência do ano passado.Fischer também expressou ceticismo em relação a uma proposta dos EUA de a Otan assumir um papel na manutenção da paz no Iraque. "O risco de fracasso e as potencialmente muito sérias, possivelmente fatais consequências para a aliança devem ser levadas totalmente em consideração", disse Fischer.O novo secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, defendeu um papel da aliança no Iraque. "Se um governo legítimo pedir nossa assistência, e se tivermos o apoio das Nações Unidas, a Otan não deveria abdicar de suas responsabilidades", explicou.Apesar de não terem se aproximado em relação à necessidade da guerra, Rumsfeld e Fischer enfatizaram que os dois lados precisam olhar para o futuro. Fischer pediu que a Europa e os Estados Unidos promovam umgrande esforço conjunto para levar a paz e a estabilidade para o Oriente Médio.Uma grande pressão para resolver o conflito israelense-palestino, lutar contra o terrorismo e promover odesenvolvimento econômico no Oriente Médio ajudaria a sanar os atritos entre Bruxelas e Washington, adiantou Fischer.Rumsfeld expressou apoio à proposta de Fischer, dizendo que a Otan poderia ajudar os países do Oriente Médio a reforçar suas forças de segurança e servir como catalisador de mudanças econômicas e democráticas como as promovidas na Europa Oriental depois da queda do comunismo.

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