Roman Koksarov/AP
Roman Koksarov/AP

Queda de teto de supermercado mata pelo menos 50 e fere 35 na Letônia

Número de mortos tende a se ampliar, na medida em que haveria pelo menos 30 desaparecidos nos escombros

O Estado de S. Paulo,

23 de novembro de 2013 | 00h01

RIGA - Pelo menos 50 pessoas morrerem e outras 30 ainda podem estar presas sob os escombros do teto de um supermercado que desabou na noite de quinta-feira, 21, em Riga, capital da Letônia. Segundo as autoridades locais, 35 pessoas ficaram feridas, das quais 28 estavam em hospitais.

Entre os mortos estão pelo menos três bombeiros, atingidos pela estrutura do mercado enquanto trabalhavam nos resgates. "É muito provável que essas pessoas (que foram soterradas) estejam mortas. Depois de 24 horas, a probabilidade (de estarem vivas) não é muito alta, mas esperamos encontrar sobreviventes", disse o prefeito de Riga, Nils Usakovs.

Apesar dos números parciais, o desabamento já é considerado uma das piores catástrofes ocorridas na ex-república soviética desde a retomada de sua independência, em 1991.

De acordo com as autoridades da Letônia, muitos dos corpos resgatados ainda não foram identificados. Em comunicado, a polícia pediu "ajuda de todos que não tenham recebido notícias de seus parentes e acham que essas pessoas possam estar no supermercado".

Imagens obtidas por um uma TV local mostram que uma área de aproximadamente 500m² do teto do mercado desabou, fazendo com que dois andares cedessem. Três bombeiros atingidos pelos escombros morreram e outros 10 ficaram feridos.

Desde o desmoronamento, pelo menos 200 socorristas trabalham na busca por sobreviventes. "A superfície dos trabalhos de resgate é extremamente ampla e a remoção de escombros é realizada muito devagar e com muito cuidado, porque as estruturas que caíram lembram um castelo de cartas de baralho. Levantar um bloco de concreto pode provocar a queda de outros", explicou à televisão local a porta-voz dos serviços de resgate, Inga Vetere.

O primeiro-ministro da Letônia, Valdis Dombrovskis, anunciou ontem que a polícia iniciou uma investigação para determinar as causas da tragédia e disse que o "Estado fará tudo que for necessário para ajudar os feridos". A Câmara Municipal de Riga anunciou que a família de cada morto receberá cerca de € 14 mil. Os feridos receberão até metade desse valor.

O centro comercial da rede varejista Maxima Latvia foi construído em 2011 e ganhou um prêmio de arquitetura. Atualmente, o local passava por obras para que o telhado virasse um jardim suspenso. "O projeto foi apresentado de acordo com as regras, mas vamos verificar se o material e a obra estavam em conformidade com as normas", disse o funcionário da prefeitura, Juris Radzevics.

Em seu site, a empresa afirmou que estava "chocada e angustiada" com a catástrofe. Ela disse ainda que desconhecia as causas do desabamento, mas estava à disposição das autoridades para fornecer toda a informação de que necessitassem. / AFP, REUTERS e EFE

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