Queda do MH17 pode ser considerado crime de guerra

Chefe do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU solicitou investigação rígida sobre possível violação de leis internacionais no acidente

Agência Estado

28 de julho de 2014 | 11h42

A derrubada do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia pode ser considerado um crime de guerra, informou nesta segunda-feira o Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

A chefe da agência da ONU, Navi Pillay, pediu uma investigação rígida sobre a possível violação das leis internacionais que possam ter ocorrido na queda do voo MH17. O comentário coincide com a divulgação do relatório que registra a morte de pelo menos 1.129 pessoas nos conflitos no leste da Ucrânia até o último fim de semana. O documento diz ainda que 3.442 pessoas ficaram feridas e mais de 100 mil tiveram de deixar suas casas desde o acirramento do conflito em abril.

"A violação da lei internacional pode ser considerada um crime de guerra nessas circunstâncias", disse. "É imprescindível que uma imediata, efetiva e imparcial investigação seja conduzida sobre esse incidente."

Durante o fim de semana, o conflito entre as tropas do governo ucraniano e os rebeldes pró-Rússia impediu que o grupo de investigadores holandeses e australianos chegasse ao local dos destroços. Nesta segunda-feira, os especialistas tentarão novamente acessar os destroços para iniciar as investigações.

Os corpos e os restos mortais de algumas vítimas ainda não foram recuperados e a equipe enviada à Ucrânia afirma que ainda não conseguiu iniciar um investigação apropriada na região onde estão os destroços do avião. Fonte: Associated Press.

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