Queiroz Galvão retirará equipe da área de protestos

Funcionários de uma obra em Benghazi serão levados a Trípoli; Itamaraty tenta facilitar partida de brasileiros

Lisandra Paraguassu, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2011 | 00h00

O Itamaraty está tentando facilitar a saída de brasileiros que querem deixar a Líbia por causa da onda de protestos e violência que atinge o país. Mas não há, por enquanto, previsão de envio de aviões para repatriação. Nesse momento, a embaixada brasileira tenta obter a autorização de pouso para um avião fretado pela construtora Queiroz Galvão, que quer tirar de Benghazi - onde se concentram as maiores manifestações - alguns de seus funcionários e famílias.

As informações repassadas pelo embaixador George Ney de Souza Fernandes ao Ministério das Relações Exteriores são de que a situação em Trípoli, a capital líbia, é tranquila e a maior parte dos brasileiros no país deve continuar na cidade. O grupo de funcionários da Queiroz Galvão também deve ser levado para a capital onde será decidido se voltam ou não para o Brasil.

Outras três empresas brasileiras atuam na Líbia são as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez e a estatal Petrobrás. Ao todo, cerca de 600 brasileiros estariam nesse momento no país. No entanto, apenas a Queiroz Galvão está na área dos protestos. Mesmo assim, na última semana, a Odebrecht retirou sua equipe de Trípoli.

A embaixada tem trabalhado para apressar vistos para os brasileiros que desejam deixar a Líbia embora até o momento não haja registro de problemas nos aeroportos. Em Trípoli, os voos internacionais têm saído regularmente, assim como os domésticos, até mesmo para Benghazi, palco dos confrontos.

No sábado, o embaixador George Ney esteve na região para prestar apoio à Queiroz Galvão, mas a empresa já havia tomado a iniciativa de retirar parte de seus funcionários em avião fretado. No grupo, além de brasileiros havia turcos, vietnamitas e portugueses, entre outros.

Os 130 brasileiros que trabalham para a Queiroz Galvão em projetos e obras na Líbia aguardam a transferência da cidade de Benghazi, centro dos protestos da oposição no país. A assessoria de imprensa da Queiroz Galvão informou que todos os funcionários brasileiros estão bem e que a empresa está providenciando a transferência de sua equipe para Trípoli, capital da Líbia. Segundo a assessoria de imprensa da Queiroz Galvão, a "empresa está em permanente contato com o Itamarati, com a Embaixada do Brasil em Tripoli e com as autoridades locais, e vem tomando todas as medidas necessárias." / COLABOROU BRUNO PAES MANSO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.