Quem capturar uma militar pode escravizá-la, diz xiita

Um alto assessor do líder xiita radical Muqtada al-Sadr disse aos fiéis que qualquer um que capturar uma mulher das Forças Armadas britânicas tem o direito de mantê-la como escrava. O assessor, xeque Abdul-Sattar al-Bahadli, também pediu aos seguidores que lancem uma guerra santa contra as tropas britânicas presentes na cidade de Basra. Ele também ofereceu dinheiro a quem quer que capture ou mate um membro do Conselho de Governo, um grupo de iraquianos nomeado pelos EUA e que vem se tornando cada vez mais impopular.Al-Bahadli, que é o principal porta-voz de al-Sadr no sul do Iraque, fez essas declarações durante um sermão proferido na mesquita al-Hawi, no centro de Basra. Esta é a primeira vez em que um ativista antiocupação de peso oferece recompensas ou vantagens em troca de atos de violência contra a coalizão.O xeque falou, com um rifle de assalto sempre ao alcance da mão, para uma platéia estimada em 3.000 fiéis. Ele mantinha em suas mãos o que alegou serem fotos de mulheres iraquianas sendo estupradas em prisões sob comando britânico. Al-Bahadli ofereceu 250.000 dinares (US$ 350) para quem capturar um soldado britânico e 100.000 dinares (US$ 150) para quem matar um. Ele também pediu que as repartições públicas de Basra ponham fotos de Al-Sadr nas paredes.

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