Quem decide é a presidente, diz Ideli, sobre possível asilo a Snowden

Ministra das Relações Institucionais evita se posicionar sobre concessão de asilo a ex-técnico da CIA

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura,

17 de dezembro de 2013 | 12h49

BRASÍLIA  -A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, evitou se posicionar sobre um possível pedido de asilo ao Brasil pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, acusado de espionagem por vazar informações sigilosas do governo dos Estados Unidos.

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"Quem decide isso é a presidente", disse a ministra Ideli, durante café da manhã com jornalistas, no Planalto. Lembrada que está sendo lançada uma campanha na internet para que a presidente Dilma Rousseff atenda ao pedido de Edward Snowden, a ministra Ideli se esquivou: "a gente acompanha (a torcida)", insistindo que quem decide é a presidente.

No Planalto, o assunto é considerado delicado e já havia sido discutido anteriormente. Em julho, quando Snowden pediu asilo a 21 países, entre eles o Brasil, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que não responderia ao pedido do ex-funcionário da agência de espionagem dos Estados Unidos. De volta o tema, a ideia inicial é de manter a mesma postura e evitar entrar nesta briga já que ela implicaria em novos problemas com os Estados Unidos.

Mais cedo, o brasileiro David Miranda, namorado do jornalista americano Glenn Greenwald, que publicou o material cedido por Snowden em diversos meios de comunicação, disse que senadores que investigam os abusos cometidos pela NSA no Brasil estão se mobilizando para que o governo federal conceda asilo político ao americano.

De acordo com Miranda, o Ministério das Relações Exteriores também deve dar uma resposta sobre um possível asilo a Snowden. Fontes do Itamaraty, no entanto, negam ter recebido um pedido de asilo e consideram a carta uma tentativa de sondagem sobre essa possibilidade.

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