Neil Hall/EFE/EPA
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Quem é Jen Reid, a ativista negra homenageada com estátua em Bristol

Manifestante que mora em Bristol ficou conhecida em protestos do 'Black Lives Matter' na cidade portuária

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2020 | 13h13

BRISTOL - A cidade de Bristol, na Inglaterra, ganhou as manchetes da imprensa internacional após a estátua da manifestante local Jen Reid ter sido removida de um local público nesta semana. Para apoiadores do movimento "Black Lives Matter", a escultura da jovem negra, colocada no lugar de uma de um traficante de escravos, representava a luta contra o racismo. 

A estátua, feita pelo artista britânico Marc Quinn, recebeu o nome de "A Surge of Power" (Uma Onda de Poder, em tradução livre) e foi colocada sem permissão da prefeitura da cidade portuária localizada no sudoeste da Inglaterra. A escultura de Jen Reid substituiu a estátua de Edward Colston - um comerciante de escravos do século XVII

De acordo com as autoridades, a obra será levada para um museu para que o autor possa recuperá-la ou doar a estátua para a coleção municipal. A peça de aço representa a manifestante Jen Reid, uma mulher que foi fotografada com o punho levantado durante as manifestações antirracismo na cidade. Na ocasião, a estátua de Colston foi jogada no rio da cidade durante durante protestos contra o passado colonial e em solidariedade ao movimento dos Estados Unidos. 

Reid, presente durante a instalação da estátua que a representa, descreveu a ação como "simplesmente incrível" e disse que permitirá "continuar a revisão" do passado escravista do Reino Unido, declarou ao jornal The Guardian. O prefeito de Bristol, Marvin Rees, escreveu no Twitter que entende a necessidade de expressão das pessoas, mas que a estátua deveria ser retirada.

A imagem de Colston foi derrubada no início de junho, durante as manifestações do movimento "Black Lives Matter", organizadas após a morte no fim de maio de George Floyd, um afro-americano que faleceu durante uma ação policial nos Estados Unidos após ser imobilizado no chão durante uma detenção. / AFP

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